O grupo de advogados que defende o governador Ibaneis Rocha (MDB) no âmbito do caso BRB-Master divulgou nota negando qualquer envolvimento do governador em negociações com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso na terceira fase da Operação Compliance Zero.
Mensagens trocadas entre o banqueiro e a namorada dele estão entre os documentos analisados pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, no Congresso Nacional. Em uma delas, Vorcaro contava que estava "em Brasília com o governador combinando estratégia de guerra".
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"Todas as tratativas sobre Banco Master feitas pelo BRB foram conduzidas pelo então Presidente do BRB e sua assessoria de forma técnica e com autonomia. O Governador Ibaneis não participou da negociação, nem jamais discutiu estratégia negocial, até porque não detém conhecimento técnico na área e nem seria sua atribuição", disse nota divulgada pelos advogados, liderados por Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay.
Segundo os advogados, "o BRB contava e conta com equipe altamente qualificada, com expertise e autonomia necessárias para conduzir negociações. O papel do Governador se restringe a acompanhar e apoiar iniciativas de interesse da população e do GDF, que é acionista majoritário do banco, confiando nas revisões técnicas e encaminhamentos dos dirigentes".
A nota foi assinada pelos advogados Antônio Carlos de Almeida Castro, Kakay, Roberta Castro Queiroz, Marcelo Turbay Freiria, Liliane de Carvalho Gabriel, Álvaro Guilherme de Oliveira Chaves
Ananda França de Almeida, Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados.
Após a divulgação das mensagens, ontem, o governador disse ao Correio que os encontros com o banqueiro foram "pontuais e rápidos", alegou. "Nunca tratei de estratégia nenhuma, até porque de banco e de mercado financeiro eu não entendo nada", admitiu o governador.
Ibaneis afirmou ainda que só deu apoio político à operação de compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB) porque foi convencido por Paulo Henrique Costa, ex-presidente do banco. "O Paulo Henrique tinha demonstrado, ao longo dos anos, ser um grande executivo e que a operação era favorável ao BRB, colocando o banco como o sexto do país", contou.
