O secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, lamentou o feminicídio da manicure Luana Moreira Marques, 41 anos, que foi morta nesse domingo (8/3), em Planaltina. “No caso de ontem, como em todos os outros que já ocorreram no Distrito Federal, os autores de feminicídio estão presos ou mortos”, afirmou ele às jornalistas Denise Rothenburg e Ana Maria Campos, durante o CB.Poder — parceria entre o Correio e a TV Brasília — desta terça-feira (10/3).
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De acordo com o secretário, os órgãos de segurança do Distrito Federal atuam no combate aos crimes de feminicídio de duas formas: na repressão, com as prisões dos agressores, e na prevenção de outros casos, por meio do diálogo com a sociedade civil para a conscientização das mulheres vítimas de violência, que, segundo ele, estarão mais seguras sob a proteção do Estado.
“Temos, por exemplo, o dispositivo Viva Flor, que distribuímos nas delegacias de polícia. Ele parece um telefone celular mas é, na realidade, um botão do pânico”, afirma Avelar. Ele explica que mais de 2 mil mulheres hoje são monitoradas por meio do Viva Flor e, desde a implementação do sistema, em 2018, nenhuma delas morreu vítima de violência doméstica.
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Avelar defendeu, ainda, que é essencial às mulheres que sofrem agressões saberem que, se “saírem de casa” e pedirem ajuda, encontrarão ferramentas de apoio estatal, como o programa de aluguel social. “É muito triste quando investigamos um caso de feminicídio em que vizinhos, o porteiro, ou até amigas da vítima sabiam das agressões e ninguém fez uma denúncia em nome dela. A gente tem que se envolver, sim, e dar apoio para essa mulher vítima de violência”, disse o secretário.
Assista à entrevista na íntegra:
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