Investigação

Policial aposentado investigado por espionagem guardava R$ 15 mil em cofre

Além do dinheiro em espécie, a PCDF apreendeu celulares, notebooks e outras mídias de armazenamento. O material eletrônico será encaminhado à perícia para análise e pode esclarecer a motivação do crime, até então incerta

O policial civil aposentado investigado por acessar dados e informações restritas a órgãos públicos do Distrito Federal guardava R$ 15 mil em um cofre, em um armário de casa. O servidor foi alvo de uma operação desencadeada pela Delegacia de Repressão à Corrupção (DRCOR), subordinada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor) na manhã desta segunda-feira (16/3). 

Além dos R$ 15 mil em espécie, a PCDF apreendeu celulares, notebooks e outras mídias de armazenamento. O material eletrônico será encaminhado à perícia para análise e podem esclarecer a motivação do crime, até então incerta. 

As apurações começaram após uma denúncia anônima indicar que uma "empresa privada de investigação" estaria realizando o monitoramento de autoridades públicas, empresários e outros cidadãos do DF. A suspeita era de que os dados eram obtidos irregularmente por sistemas restritos da administração pública.

A polícia chegou ao principal suspeito: um policial civil aposentado que trabalhava em um cargo comissionado da Caesb. Segundo as investigações, ele tinha acesso a bases de dados institucionais, inclusive aos sistemas da PCDF via Acordo de Cooperação Técnica. A partir da facilidade, o servidor teria acessado informações cadastrais de empresários, policiais, jornalistas, servidores púbicos de gabinetes de parlamentares dos legislativo distrital e federal e do Executivo local, assim como familiares de políticos.

As consultas, afirma a PCDF, teriam sido utilizadas para fins particulares ainda não identificados em benefício de empresa privada vinculada ao próprio investigado, hipótese que está sendo apurada no inquérito policial.

O que diz a Caesb

Veja abaixo a nota na íntegra da Caesb:

A Caesb informa que tomou conhecimento da operação policial contra o empregado e está à disposição das autoridades para auxiliar em todos os esclarecimentos necessários. O empregado já foi demitido.

A Companhia reafirma que trata com seriedade a proteção de dados e o uso adequado de informações institucionais.

Não existe indicativo de que tenha havido acesso a dados da Companhia. Até o momento, se identificou que os acessos eram para fins particulares do empregado. No entanto, a Caesb já instaurou procedimentos internos de investigação e sempre colaborará com qualquer apuração dos órgãos competentes.

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