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Capitalização do BRB será concluída até maio, diz presidente do banco

Nelson de Souza garantiu que o plano de capitalização será concluíudo até 30 de maio, dentro do prazo de 180 dias a partir da entrega do documento ao BC. Ele descartou o risco de o BRB ser liquidado por descumprir o prazo de entrega do balanço

“A situação do BRB só não está resolvida por conta da insegurança jurídica que se criou sobre a lei distrital de capitalização do banco. Não fosse isso, estaria tudo sanado em abril.” A afirmação é do presidente do banco estatal, Nelson de Souza, que fixou a data de 30 de maio para finalizar todos os processos pendentes e o rito de capitalização no prazo de 180 dias, a contar da data de entrega do plano de capitalização da instituição ao Banco Central, em 6 de fevereiro. “Mas a lei (com a destinação de nove imóveis do GDF dados como garantia para o empréstimo) só foi aprovada em 10 de março, e, liberada, de fato, para nós, na última sexta-feira, 27 de março. É impossível capitalizar desse jeito, nesse prazo”, desabafou.

Na contramão da análise de especialistas de mercado e de fontes ligadas ao BC, Nelson de Souza descartou o risco de o BRB ser liquidado por descumprir o prazo de entrega do balanço do terceiro e do quarto trimestres de 2025, nesta terça-feira (31/12). “Isso não faz sentido nenhum. A legislação prevê, num primeiro momento, a punição com multa.”

“Não estamos sem liquidez e nem descapitalizados. Estamos operando normalmente, com empréstimos, captações, com os  programas de governo. Não corre nenhum risco dessa natureza (liquidação)”, assegurou. 

Assembleia

No início da noite de ontem, o banco divulgou Fato Relevante informando ao mercado que o Conselho de Administração aprovou a convocação de Assembleia Geral Extraordinária para 22 de abril, quando será aprovado o aumento de capital social e a homologação dos nomes do próprio Nelson de Souza e de Joaquim Lima de Oliveira para os cargos de Conselheiro de Administração do banco. “Isso demonstra que estamos atentos e, antes do prazo final, em 30 de maio, será cumprido todo o rito de capitalização do banco, dentro dos 180 dias”, assegurou Souza.   

Sobre o empréstimo de R$ 4 bilhões pedido pelo então governador Ibaneis Rocha, na semana passada, Souza disse que as tratativas estão em andamento e que está otimista quanto à liberação dos recursos. “A nossa necessidade é de R$ 6,6 bilhões. Todos os bancos associados e que contribuem para esse fundo, quando precisam, pedem a totalidade dos recursos de que necessitam. Queremos R$ 4 bilhões porque temos outros ativos”, ponderou. 

Entre esses ativos, Nelson de Souza citou os nove imóveis do GDF que serão incorporados ao Fundo de Investimento Imobiliário (FII) — e voltou a fazer a ressalva de que a Gleba A da Serrinha do Paranoá deve ser excluída, ficando apenas aqueles que os investidores qualificados de fato têm interesse. Além da venda de 49% das ações da Financeira BRB, outras possibilidades de capitalização consistem em usar ações das estatais da Companhia Energética de Brasília (CEB) e da Caesb como garantia de empréstimo. 

Outra frente de trabalho são as conversas com os sindicatos dos bancos para tratar de possíveis empréstimos. “Se for necessário, vamos recorrer ao BTG, ao Bradesco, ao Itaú, ao Santander, ao XP,  à Caixa. Todos eles estão trabalhando conosco. Mas não vimos necessidade ainda”, completou.


 

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