CB.Poder

"Quanto mais eficiente for a gestão, maior vai ser o retorno", afirma secretário

Titular de Economia do Distrito Federal, Valdivino de Oliveira, comentou sobre as ações que a gestão irá realizar para reduzir o déficit gerado pela situação do BRB. Entre as medidas, está o corte de gastos em áreas supérfluas

O secretário de economia do DF destacou medidas para controlar os gastos do GDF -  (crédito: Foto: Carlos Vieira/CB/DA Press)
O secretário de economia do DF destacou medidas para controlar os gastos do GDF - (crédito: Foto: Carlos Vieira/CB/DA Press)

Durante entrevista ao CB.Poder — programa realizado pelo Correio Braziliense em parceria com a TV Brasília — realizado nesta segunda-feira (27/4),  o secretário de economia do Distrito Federal, Valdivino Oliveira, explicou como irá controlar os gastos do governo para não entregar um prejuízo enorme ao fim do ano. Entre as medidas, o corte de gastos em áreas supérfluas.

“Nós vamos cortar aquilo que não é essencial, como patrocínios, contratos com 'gorduras', um quantitativo sobressalente de pessoas em alguns contratos. Vamos ajustar onde há gastos maiores do que deveria nesses setores”, afirmou o gestor. 

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O secretário ainda ressaltou que, em momentos de crise como o vivenciado neste momento, o importante é focar em áreas fundamentais. “Em épocas de bonança, é possível realizar patrocínios, fazer eventos e etc. O que temos que fazer agora é separar o que é essencial para o governo e para a população”, disse.

Ainda segundo Oliveira, a governadora Celina Leão (PP) definiu as áreas de saúde e a zeladoria da cidade como prioridades. “De acordo com o programa de gestão da governadora, essas áreas são as que devemos priorizar”, acrescentou. 

O gestor da Seec-DF disse, também, que sua gestão irá fazer um esforço de arrecadação para evitar maiores déficits, mas sem aumento de impostos. “Nossa equipe de auditores fiscais está muito animada para resolver o problema do governo. Quanto mais eficiente for a gestão tributária, maior vai ser o retorno”, afirmou.

Além disso, ele comentou sobre um Fundo Gestor que sirva de seguro para a dívida ativa do DF, em torno de R$ 52 bilhões. O secretário explica: "Eu transformo recebíveis de curto, médio e longo prazo em títulos para a criação de um  Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC)".

Nesse modelo, uma das dificuldades é o recebimento de alguns dos pagamentos. "Temos entre 8% e 10% que é de fácil recebimento; uns 40% que é de média complexidade para receber; e o restante, em torno de 52%, que é de difícil retorno, onde as empresas já deixaram de existir ou são muito difíceis de encontrar", acrescentou. 

Assista à entrevista completa:

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postado em 27/04/2026 16:06
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