A defesa de Carlos Henrique Alves da Silva, um dos réus no julgamento da maior chacina do Centro-Oeste, afirmou que irá focar na responsabilização individual do acusado, sustentando que ele deve responder apenas pelos atos que, de fato, cometeu.
A declaração foi feita pela advogada Vanessa Ramos, que atua no caso ao lado do advogado Antônio Sardinha. Segundo ela, a estratégia da defesa ao longo do julgamento será garantir a correta aplicação da lei. “A defesa vai buscar que ele seja responsabilizado pelos atos e unicamente pelos atos que ele praticou”, afirmou.
De acordo com a advogada, o réu deve apresentar sua versão dos fatos durante o julgamento, após ter permanecido em silêncio em fases anteriores do processo judicial. “Ele vai dar a versão dele. Não vamos adiantar teses agora, porque a semana vai ser longa, mas ele vai trazer a real versão do que aconteceu, de acordo com o que está no processo”, disse.
Outro ponto destacado pela defesa é a ausência de atuação conjunta com os advogados dos demais réus. Segundo Antônio Sardinha, cada acusado possui uma estratégia própria. “São casos distintos. A defesa é unilateral, então não temos nada pactuado com ninguém. Cada um vai defender o seu cliente”, explicou.
Apesar das ressalvas, a defesa afirmou confiar no julgamento pelo Tribunal do Júri, composto por jurados leigos. “Entendemos que o povo vai julgar, então, para nós, é um juiz mais justo”, afirmou Sardinha.
O julgamento tem início nesta segunda-feira (13/4), no Fórum de Planaltina, e deve se estender por sete dias. Ao final, caberá ao Conselho de Sentença, formado por sete jurados, decidir pela condenação ou absolvição dos acusados.
