Três anos após perder a filha e os netos de forma brutal, a dor ainda é diária para a Nelita Maria de Jesus. Na manhã desta segunda-feira (13/4), em frente ao Fórum de Planaltina, onde começou o julgamento da maior chacina do Centro-Oeste, ela resumiu em poucas palavras o que carrega desde então: “É um sofrimento que não passa nunca”.
Mãe de Elizamar da Silva, uma das dez vítimas do caso, Nelita acompanha o início do júri com a expectativa de que a Justiça seja feita. A fé, segundo ela, foi o que a sustentou desde o crime. “Deus em primeiro lugar. Se não fosse Deus, eu não sei o que era feito de mim. Acho que eu nem existia”, afirmou.
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Abalada, ela relembra a filha e os netos com saudade e emoção. “É muito forte o que eu sinto, o que eu passo. Sinto saudade dela, das crianças. Muita saudade”, disse.
Mesmo diante da dor, Nelita afirma confiar na Justiça, tanto divina quanto humana. “Eu confio em Deus, que tudo pode. Deus vai fazer justiça. A justiça de Deus é a justiça dos homens”, declarou.
A mãe também recordou que a família chegou a ter contato com um dos acusados, Gideon Barbosa. Segundo ela, ele foi recebido na casa da filha em algumas ocasiões, o que torna o crime ainda mais difícil de compreender.
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Para Nelita, o julgamento representa não apenas a busca por responsabilização, mas uma tentativa de dar algum sentido à perda. “Eu espero em Deus, porque Ele vai fazer justiça”, reforçou.
O julgamento segue ao longo da semana, no Fórum de Planaltina, onde cinco réus respondem pelas mortes de dez pessoas da mesma família, em um caso que chocou o Distrito Federal pela violência e pelo número de vítimas, incluindo crianças.
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