Gideon Batista, apontado como mentor da chacina que dizimou 10 integrantes de uma mesma família, atribuiu a Thiago Belchior — uma das vítimas — a responsabilidade pela articulação do plano criminoso. Em juízo, também indicou os réus Carlomam dos Santos e Fabrício Silva como executores dos sequestros e dos assassinatos.
O depoimento teve início às 9h e seguia até a última atualização desta reportagem. Ao promotor Marcelo Leite, Gideon afirmou que ele e Horácio Carlos foram rendidos logo no primeiro dia da empreitada criminosa. Segundo disse, Carlomam o teria amarrado e conduzido até a chácara de Marcos Antônio, patriarca da família.
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No local, conforme o relato, Carlomam exigiu a chave da casa alugada por Gideon e Horácio, sob a justificativa de levar as vítimas. “Eu estava rendido, com as mãos amarradas. Tinha outra opção além de entregar?”, declarou. O imóvel fica no Vale do Sol, em Planaltina, e, segundo o réu, havia sido alugado dias antes para a instalação de uma oficina mecânica.
Gideon afirmou que foi levado, junto com Horácio, ao cativeiro, onde encontrou Marcos Antônio morto. “Ficamos no canto da cozinha. No centro, estava o corpo dele”, descreveu. O réu disse ter sido obrigado por Carlomam a buscar Thiago Belchior em uma parada de ônibus. Em seguida, passou a atribuir ao próprio Thiago a condução do plano criminoso. “Ele mandou eu cavar um buraco no quintal, onde o corpo foi enterrado”, afirmou.
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Segundo o depoimento, Thiago teria ordenado que Horácio esquartejasse o cadáver. Diante da recusa, por mal-estar, Gideon disse ter sido compelido a executar a tarefa. “Não matei o Marcos. Fui obrigado a participar”, alegou.
Ao longo do interrogatório, Gideon sustentou que era acionado por Carlomam e Fabrício para cumprir ordens, como o transporte de pertences das vítimas, incluindo a mudança da casa de Cláudia da Rocha e Ana Beatriz. “Cada movimento nosso era monitorado por Thiago”, afirmou.
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