Crime

Polícia prende golpistas que se passavam por advogados das vítimas

Suspeitos cobravam valores de falsas taxas e custos processuais às suas vítimas. O contato era realizado através de diferentes aplicativos de mensagens

Durante as abordagens, foram apreendidos celulares, computadores e altas quantias de dinheiro em espécie -  (crédito: Polícia Civil do Distrito Federal/Divulgação)
Durante as abordagens, foram apreendidos celulares, computadores e altas quantias de dinheiro em espécie - (crédito: Polícia Civil do Distrito Federal/Divulgação)

Oito homens foram presos pela Polícia Civil por organização criminosa em esquema de golpes financeiros. Sendo seis deles encontrados nas cidades de Santos e São Vicente (São Paulo), e os demais em Fortaleza. Os suspeitos se passavam por advogados das vítimas para induzi-las a realizar transferências bancárias. Em parceria com as Polícias Civis do Ceará e de São Paulo, as equipes chegaram até os criminosos a partir de movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada dos suspeitos.

O grupo criminoso usava as contas bancárias de laranjas, com o intuito de pulverizar e ocultar as quantias conseguidas de forma ilícita. Um dos principais meios de contato com as vítimas era através de aplicativos de mensagens, onde eles se passavam por representantes legais, informando uma falsa liberação de valores judiciais. 

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As vítimas eram orientadas à transferir dinheiro para os criminosos, que seria supostamente o pagamento de taxas e demais custos processuais. Durante o mandado de apreensão, foram encontrados aparelhos celulares de alto custo, além de valores em espécie, computadores e outros eletrônicos utilizados pelos suspeitos. 

Segundo a PCDF, os envolvidos investigados já têm antecedentes criminais como roubo e tráfico de drogas. Um dos homens ainda foi preso em flagrante por posse de entorpecentes de consumo pessoal. 

Os suspeitos podem pegar até 20 anos de prisão. Os oitos indivíduos irão responder pelos crimes de falsa identidade, lavagem de dinheiro, associação criminosa e estelionato eletrônico. A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar demais integrantes, além das novas vítimas e ramificações do esquema de golpes.

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postado em 07/05/2026 10:16
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