CAPITAL S/A

Produtores de cachaça alertam para distorções em novo imposto

Setor voltou a manifestar preocupação com o Imposto Seletivo (IS) e pediu que Executivo e Congresso preservem a isonomia entre as bebidas alcoólicas

Com a mudança aprovada no Congresso, o teor alcoólico seria levado duplamente em conta no cálculo do tributo. Isso, conforme o Ibrac, abre a possibilidade de as alíquotas do IS serem diferenciadas por categoria de produto e progressivas de acordo com o teor alcoólico -  (crédito: Divulgação/Ibrac)
Com a mudança aprovada no Congresso, o teor alcoólico seria levado duplamente em conta no cálculo do tributo. Isso, conforme o Ibrac, abre a possibilidade de as alíquotas do IS serem diferenciadas por categoria de produto e progressivas de acordo com o teor alcoólico - (crédito: Divulgação/Ibrac)

A cadeia produtiva da cachaça voltou a manifestar preocupação com possíveis distorções no Imposto Seletivo (IS). Um manifesto lançado nesta segunda-feira (25/5), assinado por 17 entidades, apela ao Poder Executivo e ao Congresso Nacional para que preservem a isonomia entre as diferentes bebidas alcoólicas.

De acordo com o Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), o novo tributo, também conhecido como "imposto do pecado", foi distorcido pelo Congresso Nacional, em relação à proposta do Executivo na regulamentação da reforma tributária no Congresso. Segundo a entidade, que congrega o setor como um todo, bebidas destiladas pagarão mais imposto do que as fermentadas, devido às mudanças aprovadas no Congresso. 

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

Pequenas indústrias sofreriam mais

Com a mudança aprovada no Congresso, o teor alcoólico seria levado duplamente em conta no cálculo do tributo. Isso, conforme o Ibrac, abre a possibilidade de as alíquotas do IS serem diferenciadas por categoria de produto e progressivas de acordo com o teor alcoólico. "Os destilados, especialmente a cachaça, levariam uma desvantagem totalmente indevida e relação às demais bebidas alcoólicas", afirma Carlos Lima, presidente do Ibrac. 

"Em relação aos pequenos produtores, a distorção é pior. A Constituição garante tratamento diferenciado para os micro e pequenos, mas igualitário entre eles. Com a alteração, um pequeno produtor de destilado vai arcar com muito mais imposto do que um de bebida fermentada", completa.

Alambiques também se manifestam

A Associação Nacional de Cachaça de Alambique (Anpaq) é uma das entidades que assinam o manifesto. A Anpaq chama atenção para o que classifica como grave ameaça tributária, que pode impactar diretamente toda a cadeia produtiva da cachaça de alambique. "O pequeno produtor, especialmente da agricultura familiar, será severamente penalizado caso a tributação não considere de forma igualitária o consumo real de álcool entre as bebidas. Uma carga desproporcional pode, inclusive, estimular a clandestinidade no setor", afirma o presidente da associação Sérgio Maciel. 

"Não é justo analisar apenas o teor alcoólico isoladamente. Bebidas de menor graduação, como a cerveja, possuem consumo muito maior em volume. Essa discussão precisa ser conduzida com responsabilidade, equilíbrio e justiça tributária", acrescenta.

Começa amanhã o Festival da Cachaça de Brasília

A terceira edição do Festival da Cachaça de Brasília começa amanhã, no Mané Garrincha, e segue até domingo na Arena Mané Garrincha. O evento reúne mais de 600 rótulos de cachaças de alambique, 90 expositores de 15 estados, música ao vivo e gastronomia. O mercado do produto está em expansão no Distrito Federal. Em 2024, na primeira edição do festival, o DF tinha apenas dois alambiques e seis marcas registradas. Atualmente, são quatro alambiques e 13 marcas registradas. Os três principais alambiques da capital aumentaram a capacidade para 250 mil litros de cachaça, um aumento de 50%.

"Os dados mostram que a realização do festival impulsionou significativamente o setor no DF. A produção foi ampliada, as marcas ganharam mais visibilidade e a geração de negócios no mercado interno e externo está em expansão", celebra Edilane Oliveira, presidente do Instituto Brasileiro de Integração (IBI) e organizadora do evento.

Feira de CDs

Depois do sucesso da primeira edição, o projeto Vinil é Coisa de Cringe retorna no domingo, 31 de maio, das 12h às 19h, ao Infinu Comunidade Criativa, na 506 Sul. Com o slogan Vinil é investimento, CD é sentimento, a iniciativa idealizada por Cláudio Bull e Ulisses de Freitas propõe um mercado de circulação digital baseado no desapego e na democratização do acesso à música física. A feira reúne CDs com preços populares, entre R$ 5 e R$ 50, além de uma zona permanente de escambo, incentivando o público a renovar seus acervos sem a lógica do colecionismo elitizado.

Correio é um dos vencedores do Prêmio Colunistas

O Correio Braziliense foi o vencedor do Prêmio Colunistas Brasília na categoria Branded Content, pela realização de eventos. A premiação publicitária reconhece o trabalho de agências e de veículos de comunicação. O prêmio avalia as frentes do marketing e da publicidade no país, distribuídas em 12 categorias principais, como Digital, Filme, Inovação, OOH, RP e Técnica, além do Branded Content e de diversas subcategorias. Influência e Inteligência Artificial, subcategorias incluídas nas áreas de Digital e Técnica, foram as novidades da 40ª edição.

frase

Há gente que, em vez de destruir, constrói; em lugar de invejar, presenteia; em vez de envenenar, embeleza; em lugar de dilacerar, reúne e agrega

Lya Luft

  • Google Discover Icon
postado em 25/05/2026 06:00 / atualizado em 26/05/2026 10:21
x