
A Polícia Civil do Distrito Federal concluiu investigação que resultou em denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) contra 13 pessoas suspeitas de integrar um esquema de lavagem de dinheiro ligado a fraudes no transporte público rural do DF e ao pagamento de propina a agentes públicos. Entre os denunciados está o pré-candidato a deputado distrital Pedro Henrique Viegas de Oliveira.
A apuração faz parte da Operação Old West, deflagrada em dezembro de 2023 pela 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia). A denúncia foi apresentada pelo MPDFT em abril e recebida pela Justiça em 5 de maio. Todos os investigados passaram à condição de réus.
Segundo o Ministério Público, o grupo teria praticado 4.590 atos de lavagem de dinheiro entre janeiro de 2018 e janeiro de 2024. Dois denunciados respondem apenas por lavagem de capitais. Os demais também foram acusados de associação criminosa.
De acordo com as investigações, empresários do setor de transporte coletivo e escolar rural comandariam o esquema, que utilizava empresas de fachada, contas bancárias de terceiros e movimentações financeiras fracionadas para ocultar a origem dos recursos.
A denúncia aponta que cerca de R$ 20 milhões foram movimentados por meio de transferências entre empresas do mesmo grupo econômico, saques em espécie e depósitos pulverizados. Os investigadores também identificaram indícios de empresas sem funcionamento nos endereços registrados na Receita Federal.
Ainda segundo o MPDFT, empresas ligadas ao grupo receberam mais de R$ 190 milhões em contratos públicos e pagamentos feitos por órgãos governamentais entre 2018 e 2024.
A Operação Old West é um desdobramento da Operação Trickster, que investigou fraudes no sistema de transporte rural do Distrito Federal, incluindo simulação de viagens, uso irregular de créditos de transporte e corrupção de agentes responsáveis pela fiscalização do sistema. A reportagem tenta contato com a defesa do pré-candidato.
Outro lado
"A defesa de Pedro Henrique Viegas de Oliveira vem a público esclarecer que recebeu com serenidade as informações veiculadas pela imprensa a respeito de denúncia oferecida pelo Ministério Público. Pedro Henrique reafirma seu respeito às instituições, ao Poder Judiciário, ao Ministério Público e à imprensa livre, mas destaca que a existência de uma acusação formal não equivale a condenação, devendo prevalecer, como determina a Constituição Federal, a presunção de inocência.
A defesa esclarece que Pedro Henrique ainda não foi citado no processo, e, portanto, sequer teve início, em relação a ele, o prazo para apresentação formal de defesa. Tão logo seja regularmente chamado aos autos, apresentará sua defesa técnica, com todos os documentos, esclarecimentos e fundamentos jurídicos necessários para demonstrar a improcedência das imputações que lhe foram dirigidas. Também é importante esclarecer que Pedro Henrique não respondeu à ação penal apontada como delito antecedente, relacionada à chamada Operação Trickster e às supostas fraudes no transporte rural do Distrito Federal.
Ele não foi réu naquele processo e, portanto, não pode ser tratado como alguém reconhecido pela Justiça como participante daqueles fatos. Além disso, a ação penal antecedente ainda não transitou em julgado, e os réus que efetivamente respondem àquele processo seguem exercendo seu direito de defesa, buscando a absolvição pelas vias judiciais cabíveis. Pedro Henrique é um jovem líder de Brazlândia, com atuação pública em construção e compromisso assumido com a comunidade que conhece sua trajetória.
Como pré-candidato a deputado distrital, tem pautado sua caminhada pelo diálogo, pela escuta das demandas populares e pela defesa de uma política feita com responsabilidade, transparência e respeito às instituições. Justamente por isso, lamenta que seu nome seja associado de forma precipitada a fatos ainda não julgados, especialmente quando sequer foi citado para se defender formalmente. A defesa reforça que respeita o trabalho da imprensa e reconhece sua importância para a sociedade, mas solicita cautela na divulgação do caso, para que não sejam propagadas informações incorretas, incompletas ou que não correspondam aos autos. Pedro Henrique não pode ser submetido a julgamento público baseado em distorções, especialmente quando ainda não foi citado para exercer sua defesa. Seu compromisso permanece sendo com a verdade, com a Justiça, com Brazlândia e com a população do Distrito Federal."

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