Gabriela Cidade*
Mais de 200 pessoas se despedem, na tarde desta sexta-feira (8/5), no Cemitério Campo da Esperança, em Sobradinho II, do empresário Flávio Cruz Barbosa, morto por um funcionário que ele havia contratado há pouco mais de uma semana. Flávio tinha 49 anos e deixou um filho de 6. Descrito por familiares como uma pessoa acolhedora, calorosa e amorosa, o empresário é lembrado como um maravilhoso cervejeiro e cozinheiro. “Quem conheceu meu tio soube o que é o bom da vida", contou Carolina Barboza, 28, sobrinha da vítima.
Flávio foi assassinado por um funcionário de sua oficina no SOF Norte na quarta-feira (6/5). A perícia da Polícia Civil mostra que Eduardo Jesus Rodrigues, 24, autor do homicídio, desferiu mais de 40 facadas, socos, chutes e golpes com uma roda de carro contra a vítima. Eduardo foi preso em flagrante pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) ainda na quarta (6). Na quinta (7), o juiz Roberto da Silva Freitas converteu a prisão em flagrante para prisão preventiva e afirmou que o autor do crime teve “conduta brutal”.
Maria Eduarda, 27, que também é sobrinha de Flávio, afirmou que o mais forte que fica em sua memória é a amorosidade de Flávio: “Tudo o que a gente precisasse, o possível e impossível, ele iria resolver onde estivesse.” No velório foi servido cerveja em homenagem ao tio. As sobrinhas contam que o desejo de Flávio era que, em seu sepultamento, fosse uma celebração de sua vida. “Estamos perdendo o melhor amigo, o melhor pai e o melhor tio”, apontou Carolina.
A família agora pede justiça e investigações para que se entenda o que motivou o ocorrido. Maria Eduarda expôs que “Não faz sentido o cara sentir uma raiva tão grande em tão pouco tempo que trabalhou com ele. Que a justiça seja feita.”
*Estagiária sob a supervisão de Tharsila Prates
