Investigação

Criminosos levam esquema de 'usinas' de criptomoedas para Arniqueira

Nas quatro fases da operação, a PCDF chegou a 10 endereços mantidos por criminosos em São Sebastião para a atividade. O prejuízo ultapassa R$ 8 milhões à Neoenergia

Em uma nova fase da operação CriptoGato, que investiga o furto de energia elétrica para alimentar usinas de criptomoedas, a Polícia Civil (PCDF) e a Neoenergia desmontaram, no fim da tarde desta terça-feira (12/5), uma mineradora clandestina em Arniqueira. Essa é a quinta ofensiva por parte das equipes e evidencia uma nova escalada na atuação dos criminosos: a migração para a região urbana.

As investigações começaram no fim de 2025. Nas quatro fases da operação, a PCDF chegou a 10 endereços mantidos por criminosos em São Sebastião para a atividade. O prejuízo ultapassa R$ 8 milhões à Neoenergia, suficiente para abastecer todo o Recanto das Emas durante um mês, estima a companhia.

Na ação desta terça-feira, técnicos da distribuidora e policiais da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri) estiveram na Colônia Agrícola Veredão e encontraram 16 máquinas de alto desempenho funcionando ininterruptamente por meio de uma ligação clandestina de 300 amperes conectada diretamente à rede elétrica. O volume de energia desviado mensalmente seria suficiente para abastecer cerca de 200 residências.

Segundo a Neoenergia, além do prejuízo financeiro, a fraude coloca em risco a população ao provocar sobrecarga na rede, oscilações de tensão, interrupções no fornecimento e possibilidade de incêndios.

Arthur Franklim, gerente de Gestão da Receita da Neoenergia Brasília, explica que o avanço das mineradoras ilegais para bairros residenciais acende um alerta para os impactos causados à população. “A atuação em área urbana mostra que a ousadia desses grupos cresce a cada operação. Não se trata apenas de furto de energia, mas de uma prática que compromete a segurança da vizinhança e afeta diretamente os clientes que pagam suas contas em dia”, afirma.

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