ATIVISMO

Thiago Ávila promete continuar ações após prisão em Israel

O ativista foi preso em 29 de abril durante a interceptação da flotilha humanitária Global Sumud, que seguia rumo à Faixa de Gaza com ajuda humanitária

Durante discurso feito após o desembarque, Thiago afirmou que ele e outros ativistas foram interceptados
Durante discurso feito após o desembarque, Thiago afirmou que ele e outros ativistas foram interceptados "ilegalmente" em águas internacionais, a mais de mil quilômetros de Gaza - (crédito: Darcianne Diogo/CB)

Sob gritos de “Palestina livre” e cercado por bandeiras palestinas, o ativista brasileiro Thiago Ávila desembarcou em Brasília no fim da noite desta segunda-feira (12/5), após ser deportado por Israel. O voo pousou por volta das 23h50 no Aeroporto Internacional de Brasília, onde familiares, amigos e integrantes da comunidade palestina o aguardavam com cartazes e cânticos.

Ávila havia chegado ao Brasil na tarde desta segunda-feira, em São Paulo, após passar quase duas semanas detido por autoridades israelenses. Ele foi preso em 29 de abril durante a interceptação da flotilha humanitária Global Sumud, que seguia rumo à Faixa de Gaza com ajuda humanitária.

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Ao lado do ativista espanhol-paquistanês Saif Abu Keshek, Thiago permaneceu detido em Ashkelon, ao norte de Gaza, até ser deportado no domingo (11/5), segundo informou o Ministério das Relações Exteriores de Israel.

O voo pousou por volta das 23h50 no Aeroporto Internacional de Brasília
O voo pousou por volta das 23h50 no Aeroporto Internacional de Brasília (foto: Darcianne Diogo/CB)

Durante discurso feito após o desembarque, Ávila afirmou que ele e outros ativistas foram interceptados “ilegalmente” em águas internacionais, a mais de mil quilômetros de Gaza. Segundo ele, dos 181 integrantes da missão humanitária, mais de 30 ficaram hospitalizados após agressões durante a operação.

“Mais importante do que o que qualquer pessoa individualmente passa é saber que existem mais de 9 mil palestinos nas masmorras de Israel. Mais de 300 são crianças”, declarou.

O ativista afirmou ainda ter sido levado, junto de Saif, para um centro de interrogatório ligado à inteligência israelense onde, segundo ele, ouviu diariamente pessoas sendo torturadas.

“Todo santo dia a gente ouviu pessoas ao nosso lado sendo torturadas. Eles tratavam cada palestino dentro daquelas celas como se não fossem humanos”, disse.

Ele também agradeceu à atuação do serviço diplomático brasileiro durante o período em que esteve preso. Segundo ele, as visitas diplomáticas eram os únicos momentos em que conseguia sair da cela ou retirar a venda dos olhos.

No discurso, o ativista voltou a defender a mobilização internacional em favor da Palestina e afirmou que pretende continuar participando de ações humanitárias voltadas à Faixa de Gaza.

“Toda vez que perguntam se a gente vai de novo, é óbvio que sim, porque a tarefa está incompleta”, afirmou.

A flotilha Global Sumud reunia cerca de 22 embarcações e 175 ativistas de diferentes nacionalidades. O grupo tinha como objetivo entregar ajuda humanitária à população palestina na Faixa de Gaza. De acordo com os organizadores, todas as embarcações foram interceptadas por forças israelenses durante a operação.

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postado em 12/05/2026 00:31 / atualizado em 12/05/2026 00:47
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