
O júri do réu por matar e esquartejar Thalita Marques Berquó será nesta quinta-feira (14/5), a partir das 8h30, no Fórum do Guará, e reunirá familiares e amigos da vítima. João Paulo Teixeira da Silva está preso no Complexo Penitenciário da Papuda.
Em março, a Justiça anulou o julgamento após a advogada do réu abandonar a defesa. No dia 2 daquele mês, João Paulo sentou no banco dos réus para ser julgado em outro caso: uma tentativa de homicídio cometida em 2 de dezembro de 2024. Segundo os autos do processo, ele tentou matar a vítima por causa de R$ 10. O crime ocorreu cerca de um mês antes de ele tirar a vida de Thalita.
Assassinato
O crime ocorreu em 13 de janeiro do ano passado e, além de João Paulo, dois adolescentes estavam envolvidos. Na época, partes do corpo de Thalita — a cabeça e as pernas — foram encontradas nos dias 14 e 15 de janeiro na Estação de Tratamento de Esgoto da Asa Sul da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb).
O tronco foi localizado dois meses depois, em 17 de março, após um dos adolescentes envolvidos indicar o local onde o corpo havia sido enterrado, envolto em um cobertor. Equipes do Corpo de Bombeiros (CBMDF) trabalharam por mais de seis horas na escavação. Os braços da vítima nunca foram encontrados.
Segundo as investigações conduzidas pela 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), Thalita teria saído da QE 46 em direção a uma área próxima a uma invasão para comprar entorpecentes. De acordo com o delegado-chefe à época, Antônio Dimitrov, ela teria entregado o celular como forma de pagamento. Ao pedir o aparelho de volta, houve um desentendimento com os suspeitos. Conforme a apuração, João Paulo e os dois adolescentes teriam esfaqueado a vítima, além de golpeá-la no rosto com uma pedra antes de esquartejá-la.
Os três foram capturados pela Polícia Civil do Distrito Federal. Um dos adolescentes está internado em unidade socioeducativa, e o outro cumpre medida em regime de semiliberdade desde outubro do ano passado.

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