O defensor de João Paulo Teixeira, Ronan Ferreira Figueiredo, questionou, durante o Tribunal do Júri do Guará nesta quinta-feira (14/5), a consistência dos depoimentos apresentados pela acusação no caso da morte de Thalita Marques Berquó Ramos, de 36 anos.
Ele afirmou que o réu não participou do assassinato e que está sendo associado ao crime pela comoção provocada devido à brutalidade do caso. João Paulo admitiu ter ajudado a ocultar o corpo da vítima após o homicídio, mas não de participar da execução. O advogado sustentou que a acusação tenta imputar ao réu a autoria do crime sem elementos sólidos.
“Essa suposta solidez do caso não é tão consistente assim. Parece uma história muito fechada. Estamos falando de pessoas que estavam em um uso intenso de drogas, e que o caso se fundamenta nas falas dessas pessoas”, declarou o defensor.
Durante a sustentação, ele também apontou contradições nos relatos dos adolescentes envolvidos nas investigações e pediu cautela aos jurados, formado por sete moradores do Guará.
“Há muitas contradições nas falas dos adolescentes. A verdade é rarefeita na questão da justiça penal”, afirmou.
