Teatro

Espetáculo brasiliense reflete sobre saúde mental, relacionamento e luto

Dupla de atores da cidade reestreia peça que já passou pela Europa e África

Espetáculo brasiliense reflete sobre saúde mental, relacionamento e luto

 -  (crédito: Divulgação:  Coletivo Levante)
Espetáculo brasiliense reflete sobre saúde mental, relacionamento e luto - (crédito: Divulgação: Coletivo Levante)

Depois de estrear no Festival Internacional de Teatro do Atlântico (Cabo Verde), circular por Portugal e Espanha e ser apresentado em diversas regiões administrativas do DF, o espetáculo “Os nós desafinados sempre tocam uma nova melodia” retorna à área central de Brasília para curta temporada. Um debate sobre saúde mental e luto sucederá as apresentações no Sesc do SCS, nos dias 16 e 17 de maio.

Escrita e estrelada por Lucca Marques e Rafael Salmona, do Coletivo Levante, e com direção de Áurea Liz, a montagem traz à tona sentimentos profundos que envolvem o começo e o fim de um relacionamento e da própria vida. 

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À beira de uma ponte, dois homens se reencontram após um longo silêncio. Entre gravações, lembranças e melodias, João e Felipe revisitam a história de um amor que nunca encontrou o tom certo e mergulham nas próprias feridas. O texto dos atores e dramaturgos Lucca e Rafael entrega ao mesmo tempo suspense, euforia e reflexões profundas sobre os limites da dor humana. 

“A peça é contada sob a ótica de uma relação entre dois homens, mas ela fala de sentimentos que são universais, como o medo de abandono, solidão, raiva, desejo de permanência e dificuldade de amar”, pontua Rafael Salmona. “O espetáculo nasceu da vontade de transformar emoções íntimas em algo coletivo, porque no fundo todos nós já nos sentimos desafinados em alguma relação”, completa.

Neste mergulho na memória, a montagem permite uma costura investigativa sobre o amor, a saúde mental e a vulnerabilidade emocional. Elementos como culpa, identificação, herança psicológica, depressão e segredos são abordados, demarcando o impacto do silêncio e as marcas deixadas pelo  luto e pelos traumas pessoais. “O público sente junto e questiona como feridas profundas nunca elaboradas voltam para nos assombrar por meio da repetição, gerando ruídos no bem-estar da nossa mente”, comenta Lucca Marques, que é formado em Psicologia.

Por meio de uma narrativa poética e fragmentada, os personagens tentam compreender onde a harmonia se perdeu e se ainda é possível "reafinar" a própria identidade após o fim de um ciclo. “É um convite a olhar de perto o que se quebra e o que ainda pode soar, reforçando que a cura e a ressignificação de traumas são caminhos possíveis para novas melodias”, pontua a diretora do espetáculo, Áurea Liz. 

Após o espetáculo, os atores e a diretora vão abrir um debate de acolhimento com o público, como têm feito em outras apresentações. “Esse momento é importante, as pessoas ficam muito impactadas, falam sobre a identificação que têm com os personagens, mesmo com orientações sexuais diferentes, porque aqueles sentimentos são universais”, conclui Salmona.

Serviço:

Espetáculo “Os nós desafinados sempre tocam uma nova melodia”, do Coletivo Levante

Quando: Sábado 16/05, às 20h, e domingo 17/05, às 19h - sessões seguidas de debate com a equipe 

Local: Teatro Sílvio Barbato – Sesc Presidente Dutra (Setor Comercial Sul Quadra 02, Ed. Presidente Dutra)

Classificação: 14 anos

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postado em 14/05/2026 19:28
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