Caso Thalita Berquó

Promotor diz que crime no Guará foi o "mais cruel e covarde"

Gladson Viana afirmou aos jurados que réu tenta transferir responsabilidade a adolescentes e classificou ocultação do corpo como demonstração de "total desprezo pela vida de uma mulher"

Promotor do caso afirmou que o assassinato de Thalita Berquó é um dos mais brutais dos últimos anos, e família pede justiça -  (crédito: Vitório Torres/CB/DA Press)
Promotor do caso afirmou que o assassinato de Thalita Berquó é um dos mais brutais dos últimos anos, e família pede justiça - (crédito: Vitório Torres/CB/DA Press)

O promotor Gladson Viana, que atua no caso do assassinato de Thalita Marques Berquó Ramos, afirmou, durante julgamento no Tribunal do Júri do Guará, nesta quinta-feira (14/5), que o assassinato da mulher de 36 anos foi um dos crimes mais brutais já registrados na região administrativa. O caso é analisado por sete jurados também moradores do Guará.

Viana criticou a versão apresentada pelo réu João Paulo Teixeira, que admitiu ter ajudado a ocultar o cadáver, mas negou participação direta no homicídio, atribuindo o assassinato aos adolescentes.

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“Talvez seja o crime mais cruel e mais covarde ocorrido no Guará. Os restos da Thalita foram jogados no esgoto, o que demonstra o total desprezo pela vida dessa mulher. Para ele, a vida da Thalita não valia nada”, declarou.

Segundo o promotor, o grupo envolvido no crime agia de forma violenta contra pessoas consideradas inconvenientes para o esquema criminoso. “Estavam matando pessoas que deviam dinheiro, que atrapalhavam o fluxo do trabalho deles”, afirmou.

O promotor também contestou a estratégia da defesa do réu, que tenta atribuir a autoria do assassinato a menores de idade. “Ele está dizendo que um menor de idade chama um maior de idade para ser um instrumento. Esse é o caminho mais fácil e óbvio para pessoas que praticam atos tão graves. Como admitir um crime desses? É mais fácil delegar aos inimputáveis”, disse Viana aos jurados.

João Paulo Teixeira é acusado de participação na morte de Thalita, assassinada e esquartejada em janeiro de 2025. O julgamento segue em andamento.

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postado em 14/05/2026 19:06 / atualizado em 14/05/2026 19:22
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