Em entrevista exclusiva ao Correio, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), detalhou os bastidores das negociações que resultaram no acordo firmado entre o Governo do Distrito Federal (GDF), a União e o Banco de Brasília (BRB) para viabilizar empréstimo de R$ 6,5 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Segundo a governadora, o acordo foi construído após semanas de reuniões com o Banco Central, o Ministério da Fazenda, a Advocacia-Geral da União (AGU), representantes do mercado financeiro e o Supremo Tribunal Federal (STF).
“Quando assumi o governo, fui ao Banco Central, conversei com bancos privados, fui duas vezes a São Paulo, falei com o FGC. O recado era claro: o BRB não seria liquidado. O banco tem um controlador forte”, afirmou, na tarde desta quinta-feira (28/5).
Celina explicou que o modelo inicialmente buscado pelo GDF previa uma dispensa da exigência de capacidade de pagamento (Capag) para viabilizar a operação de crédito. No entanto, durante as negociações mediadas pelo ministro Luiz Fux, foi construída uma alternativa baseada em uma fiança envolvendo bancos públicos e privados.
“O governo federal não deu um aval formal. Foi construída uma solução de fiança com participação de bancos públicos e privados, formando uma espécie de sindicato de bancos”, disse.
Segundo a governadora, o empréstimo será de R$ 6,5 bilhões, com carência de dois anos e prazo de 15 anos para pagamento. Como garantia, o GDF ofereceu recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
Celina ressaltou que o dinheiro chegará diretamente ao caixa do BRB e será imediatamente integralizado como capital da instituição. “Ele entra imediatamente como capital no banco. Assim que o recurso estiver integralizado, nós conseguimos fechar o balanço”, declarou. A governadora garantiu que a entrada dos recursos permitirá a apresentação de um balanço positivo do banco. “O balanço será entregue e será positivo.”
