
Manuela Sá*
Os benefícios para a saúde mental de jornada reduzida de trabalho foram tema do CB.Saúde — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília — desta quinta-feira (28/5). Às jornalistas Carmen Souza e Sibele Negromonte, a médica, psiquiatra e pós-graduada em medicina do trabalho Lia Lopes destacou como a medida previne o adoecimento dos funcionários. A entrevista ocorreu sob a luz da aprovação pelo Plenário da Câmara dos Deputados da PEC 221/2019, que prevê o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais.
De acordo com Lia, é importante considerar as dificuldades de infraestrutura com as quais os brasileiros têm que lidar no dia a dia. Os transtornos relacionados ao transporte e à saúde, por exemplo, tomam tempo das pessoas que poderia ser usado para relaxar. Isso deve ser levado em consideração na hora de contabilizar as horas passadas fora do emprego. “A jornada diminuída vai permitir que o trabalhador se cuide melhor, que ele descanse e possa voltar revigorado para o trabalho”, afirmou.
A psiquiatra explicou que essa medida é uma forma de preservar as qualidades dos empregados. “A expertise e a saúde do trabalhador, sendo protegidas, vão ter um benefício maior para a empresa e para a sociedade, com certeza”, enfatizou.
Dessa forma, Lia defendeu que, na prática, essa mudança pode aumentar a produtividade das empresas, uma vez que ela funciona no sentido de preservar a saúde mental dos funcionários. “O adoecimento traz um custo muito grande para a empresa. Ela começa a ter produtos de menor qualidade e menos trabalhadores. Quando um trabalhador adoece, geralmente, a gente vai ter mais três adoecidos na mesma rota, mesmo que não sejam colegas diretos”, exemplificou.
Assista à íntegra do programa:
*Estagiária sob supervisão de Malcia Afonso

Cidades DF
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