Representantes do Partido dos Trabalhadores no Distrito Federal (PT-DF) se reuniram, nesta sexta-feira (29/5), com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para tratar dos desdobramentos das investigações relacionadas ao caso BRB/Master. O encontro ocorreu na sede da corporação, em Brasília, e contou com a presença do presidente do PT-DF, Guilherme Sigmaringa, dos deputados distritais Gabriel Magno, além da deputada federal Erika Kokay, do ex-deputado distrital e presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) Leandro Grass e de Marivaldo Pereira, pré-candidato a deputado federal.
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A principal preocupação apresentada pelos integrantes da legenda foi com os impactos financeiros que as negociações envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master podem trazer às contas públicas do Distrito Federal. Segundo os participantes, o objetivo da reunião é reforçar pedidos para o aprofundamento das investigações, a responsabilização dos envolvidos e a recuperação de recursos desviados.
O deputado distrital Gabriel Magno afirmou que a bancada do PT voltou à Polícia Federal para reapresentar denúncias e demonstrar preocupação com os recentes desdobramentos do caso, incluindo a possibilidade de contratação de empréstimos bilionários para cobrir prejuízos. “A gente já esteve aqui com o Andrei nesse período apresentando várias das denúncias e a gente volta aqui na Polícia Federal para tentar também reforçar, porque esta semana teve essa novidade do empréstimo”, disse.
O parlamentar criticou a possibilidade de o governo recorrer a recursos públicos para compensar prejuízos relacionados ao banco. “Não dá para se pensar em nenhum processo de salvar o BRB ou cobrir o rombo do Distrito Federal sem ter a premissa de que o rombo é fruto de um crime”, afirmou. Gabriel Magno também defendeu o bloqueio de bens e a devolução de valores aos cofres públicos. “Uma parte da solução, para nós, tem que ser, também, a devolução e o bloqueio de bens e a devolução dos recursos para o BRB”, declarou.
A deputada federal Erika Kokay também afirmou que o foco da reunião foi buscar a responsabilização dos envolvidos e discutir possibilidades de recuperação financeira para o banco. “Estamos aqui para que os verdadeiros responsáveis pelo que aconteceu com o Banco de Brasília sejam devidamente punidos”, declarou. Ela acrescentou que a legenda pretende discutir mecanismos para reaver valores eventualmente desviados. “Queremos construir as condições ou ver a possibilidade de qualquer devolução que aconteça dos recursos que foram saqueados e roubados do BRB”, afirmou.
O presidente do PT-DF, Guilherme Sigmaringa, disse que o partido vê o caso com preocupação e defendeu urgência na condução das investigações. Segundo ele, o grupo pretende apresentar sugestões para aperfeiçoar medidas já adotadas em relação ao caso. “Uma das ideias que a gente vem trazer aqui hoje é justamente isso: aperfeiçoar algumas coisas que foram colocadas e ver o que a gente consegue avançar, sempre no sentido de preservar, recuperar e continuar tendo o BRB funcionando e servindo a população do Distrito Federal”, disse.
Leandro Grass reforçou a defesa da manutenção do banco público, mas criticou a possibilidade de a população assumir os prejuízos decorrentes do caso. “A nossa defesa é que o BRB é importante, não pode ser liquidado, nem privatizado, nem extinto. Precisa ser preservado. Porém, a população não pode pagar essa conta”, afirmou.
O ex-deputado também defendeu que as investigações avancem de maneira independente. “Quem tem que pagar essa conta é quem roubou o BRB, é quem comprou títulos inexistentes, é quem cometeu ilícito, e as investigações vão chegar nessas pessoas”, declarou. Para ele, é necessário garantir autonomia às apurações. “A nossa defesa é essa: que as investigações sejam autônomas, fortes e independentes, para que a gente possa fazer o BRB ser ressarcido por aqueles que o prejudicaram, e não pela população de Brasília”, completou.
