
A Polícia Civil do Distrito Federal concluiu o inquérito sobre a tentativa de homicídio contra Diego Gonçalves Camargo, 39, baleado por um vizinho após uma discussão por vaga de estacionamento em Vicente Pires. Lilson Rodrigues do Nascimento, 46, foi indiciado por duas tentativas de homicídio — uma contra Diego e outra contra a mulher dele. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios denunciou o suspeito pela tentativa de homicídio contra Diego.
A corporação entendeu que Lilson, ao atirar contra Diego, tentou também contra a vida da mulher dele, que estava próxima do local do crime. A defesa do acusado, representada pelo advogado Carlos Roriso, refutou. "Não há nenhum fato que comprove e justifique o segundo indiciamento. Também não é possível dizer que foi duplamente qualificado. A qualificadora por motivo fútil não procede. Meu cliente apanhou da vítima", afirmou.
O Correio apurou que o estado de saúde de Diego permanece grave. Ele está internado na UTI e, segundo os médicos, está com uma bala alojada no fígado.
Defesa
Junto ao processo, a defesa de Lilson anexou documentos e laudos médicos para mostrar à Justiça o estado de saúde do acusado. O advogado afirma que o cliente apresenta transtornos de ansiedade e bipolaridade e faz uso contínuo de medicamentos.
O quadro de saúde teria se agravado, segundo o advogado, após Lilson mudar-se para Vicente Pires. "Há dois anos, desde que as discussões começaram com o vizinho, Lilson apresentou agravamento no quadro, tanto que já estava afastado do trabalho por problemas psiquiátricos", frisou em entrevista ao Correio à época dos fatos.
O advogado entregou, na delegacia, as seis armas de Lilson — o empresário tem registro de CAC. Entre as armas, estava a utilizada na tentativa de homicídio.
O crime
A tentativa de homicídio ocorreu em um condomínio de Vicente Pires, em 18 de maio. O homem foi preso um dia após o crime, depois de se apresentar na delegacia com o advogado. Segundo as investigações, a briga começou por causa de carros estacionados em uma rua estreita do condomínio onde os dois moram. De acordo com o advogado, a vítima costumava estacionar o carro na rua, o que impossibilitava a passagem de outros veículos.
Os policiais tomaram conhecimento de brigas anteriores envolvendo os dois pelo mesmo motivo.
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