
Luana Nogueira - Especial para o Correio
O policial militar Danilo Ferreira Lopes foi condenado por duas tentativas de homicídio duplamente qualificadas praticadas em uma casa noturna de Taguatinga, na madrugada de 18 de agosto de 2024. O julgamento ocorreu na quinta-feira (11/6), e a pena foi fixada em seis anos de prisão, em regime inicial semiaberto. No entanto, o júri manteve o cargo do agente na Polícia Militar.
A sentença ocorreu após a acusação apresentada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). De acordo com as provas apresentadas durante o julgamento, Danilo estava embriagado e exibiu uma arma de fogo dentro da boate, causando apreensão entre as pessoas que estavam no local.
Após ser advertido por um segurança, o policial questionou com agressividade: "quem você pensa que é?", apontou a pistola para a vítima e apertou o gatilho diversas vezes, mas a arma não disparou.
Em seguida, o policial arremessou uma garrafa em direção ao rosto de um empresário que passava pelo local e atirou com arma de fogo na vítima. De acordo com o MPDFT, testemunhas relataram que, após o crime, Danilo foi até o Hospital Regional de Taguatinga (HRT), para onde o empresário havia sido levado e afirmou que iria "terminar o serviço". A vítima sobreviveu.
O MPDFT informou que recorrerá da decisão para pedir o aumento da pena e a perda do cargo público.
Danilo Ferreira Lopes também responde a outro processo criminal. Nesse caso, ele é acusado de agredir um colega durante o 16º Curso de Formação do Patrulhamento Tático Móvel (Patamo), provocando lesões graves que resultaram na internação da vítima.
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