A Justiça do Distrito Federal determinou, nesta quarta-feira (17/6), a internação psiquiátrica imediata de Vinícius de Queiroz Nogueira Dourado, 23 anos, preso por matar a mãe, Maria Elenice de Queiroz, 61, a facadas. O crime, tratado como feminicídio, ocorreu em 20 de janeiro na QE 40 do Guará 2.
A decisão foi assinada nesta tarde pela juíza Alanna do Carmo Sankio, após uma manifestação apresentada pela Defensoria Pública, que baseou-se nos laudos psiquiátricos anexados ao processo. Os documentos, conforme consta, evidenciam um quadro clínico que “revela comprometimento biopsicológico significativo e risco à sua própria integridade.” Indicam que o réu “ encontra-se atualmente acometido por doença mental grave, sendo necessária sua internação psiquiátrica.”
O Ministério Público sugeriu a substituição da prisão preventiva pela medida cautelar de internação psiquiátrica até o reestabelecimento da saúde do acusado.
Decisão
Ainda segundo a decisão judicial, as medicações ingeridas pelo acusado estariam sendo insuficientes, resultando na constância de sintomas depressivos, ansiosos, insônia, cefaléia, tremores, alucinações visuais e auditivas, entre outros.
Considerando as queixas e laudos, a juíza deferiu a realização imediata da perícia psiquiátrica e a internação cautelar do exame em caráter emergencial. Ou seja, Vinícius deve ser transferido imediatamente para unidade de saúde adequada.
O crime
Maria Elenice foi morta a facadas em um dos quartos da casa onde morava com o filho. Em depoimento prestado à época, Vinícius alegou ter pensado em cometer o crime anteriormente, mas conseguiu evitar. Segundo ele, era incômodo que a mãe “falasse alto”.
O autor do crime declarou que, na adolescência, foi diagnosticado com ansiedade e depressão, mas que atualmente não utiliza nenhum medicamento. Definiu o crime como um “ato de impulso”.
