Além da quantidade maior de seleções disputando a Copa do Mundo, esta edição também conta com atletas mais velhos que a média atuando em alto nível. São oito jogadores com 40 anos ou mais na competição, sendo Craig Gordon, goleiro da Escócia, o mais velho, com 43 anos. Para explicar como atletas mais velhos ainda continuam bem e na ativa, o CB Saúde — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília — desta quinta-feira (18/6), recebeu Patrício Lopes, mestre e assessor de coordenação da graduação em Educação Física da Universidade Católica de Brasília (UCB). Às jornalistas Carmen de Souza e Sibele Negromonte, o docente explicou como aumentar a longevidade através da prática esportiva.
Para o especialista, é importante começar a prática esportiva cedo. “Esses atletas têm um lastro grande voltado à prática esportiva. Eles treinam há muitos anos e performam há muito tempo com uma rotina de cuidados específicos”, afirmou. O professor acrescentou que não é possível desvencilhar a longevidade da saúde. “Não existe performance sem saúde. Para esses atletas chegarem bem na Copa, eles precisam cuidar da saúde com prática esportiva, alimentação adequada, controle do estresse e um sono de qualidade. Não é somente treinar; é garantir que tenha uma recuperação adequada também.”
Lopes afirma, no entanto, que nunca é tarde para começar e que o importante é se exercitar de alguma forma. "É necessário começar em algum nível. No início, comece devagar e vá aumentando o ritmo aos poucos. Isso é o ideal para manter a saúde e uma alta qualidade vida. Manter-se ativo no dia a dia é essencial", afirmou.
Cristiano Ronaldo, atacante da Seleção portuguesa, tem 41 anos e segue desempenhando em alto nível. Segundo Lopes, o atleta possui uma idade biológica 10 anos mais nova do que sua idade cronológica. À bancada, o professor esclareceu a diferença dos dois conceitos. “Quando pensamos em idade cronológica, pensamos em quantos aniversários a pessoa fez. A idade biológica reflete a parte interna, no comprimento dos nossos telômeros (sequências de DNA), que vai diminuindo à medida que envelhecemos”, disse.
Apesar dos avanços da medicina esportiva e em práticas que promovem a longevidade para os atletas, Patrício Lopes ressaltou que o corpo humano possui um limite para desempenhar em alto nível. “Por volta de 25 a 30 anos, os atletas têm o pico de performance. Esse alto nível se mantém até os 42 ou 45 anos de idade, dependendo do treinamento e da exigência a que são submetidos”, afirmou.
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