Às 21h30, na Filadélfia, nos Estados Unidos, o árbitro apitou o início da partida. Em Brasília, no Deboche Bar, a distância não impedia a festa. Os torcedores entoavam uma das músicas mais tradicionais das arquibancadas brasileiras: “Em 58 foi Pelé, em 62 foi o Mané, em 70 o esquadrão, primeiro a ser tricampeão...”.
Aos 12 minutos do primeiro tempo, Raphinha balançou as redes e fez o Deboche explodir em comemoração. Copos erguidos, cerveja lançada para o alto, abraços e gritos tomaram conta do ambiente. A festa, porém, durou pouco. O camisa 11 estava impedido e o gol foi anulado.
Mesmo com a frustração, a animação não diminuiu. Ninguém abandonou o posto. A cada troca de passes no campo de ataque, a torcida reagia como se o gol estivesse prestes a sair. Aos 22 minutos, um novo suspiro coletivo. Raphinha recebeu livre, avançou em direção ao goleiro haitiano e tentou uma cavadinha. A bola passou pelo arqueiro, mas saiu lentamente pela linha de fundo.
O grito, preso na garganta veio um minuto depois. Gol do Brasil. Matheus Cunha fez o Deboche inteiro sair do chão. Desconhecidos se abraçavam como velhos amigos, unidos pela mesma paixão. Em meio à comemoração, o bar mostrava um retrato de Brasília: pessoas de diferentes histórias compartilhando o mesmo sentimento, mesmo a milhares de quilômetros da Filadélfia.
