Gastronomia

Casa de Chá celebra 2 anos com sabores do Cerrado

Com mais de 310 mil visitantes, o local une patrimônio, turismo e formação profissional em um dos endereços mais simbólicos de Brasília

A Casa de Chá, na Praça dos Três Poderes, completa, hoje, dois anos de funcionamento como café-escola do Senac-DF, com números que ajudam a explicar sua popularidade. Entre pratos com pequi, cajá e mangaba, o local une patrimônio, turismo e formação profissional em um dos endereços mais simbólicos de Brasília.

Desde a reabertura, mais de 300 mil pessoas passaram pelo espaço, transformado em um dos pontos gastronômicos e culturais mais visitados da capital. O marco chega acompanhado de uma novidade que reforça a identidade do local. O lançamento do cardápio “Sabores do Brasil, Raízes do Cerrado”, inspirado em ingredientes típicos do bioma e na diversidade cultural que ajudou a construir Brasília.  

Projetada por Oscar Niemeyer entre 1965 e 1966, a Casa de Chá foi idealizada para ser um espaço de convivência e encontro na Praça dos Três Poderes. 

Leia mais: Conheça a Casa de Chá de Brasília, projetada por Niemeyer na década de 1960

Para o diretor regional do Senac-DF, Vitor Corrêa, a marca de 310 mil visitantes demonstra a ligação criada entre os brasilienses e o espaço. “Esse número mostra exatamente como Brasília abraçou a Casa de Chá. É um espaço permanente que os brasilienses adotaram e que os turistas também adoram conhecer”, afirmou ao Correio. Segundo ele, mesmo com as obras de revitalização em andamento na Praça dos Três Poderes, o funcionamento segue normal.

Sabores que contam a história de Brasília

O novo cardápio aposta em ingredientes que representam o Cerrado e outras regiões do país. A proposta é criar uma experiência gastronômica que dialogue com a própria história da capital, construída por pessoas vindas de diferentes estados brasileiros.

Entre os pratos principais estão o frango caipira servido com molho de cajá e maxixe, além da maminha acompanhada por molho de mangaba. O menu também inclui uma opção vegana preparada com shiitake tostado, vinagrete de feijão-fradinho e purê de batata-doce roxa.

As novidades chegam ainda aos sanduíches, entradas e bebidas, que foram desenvolvidos para harmonizar com os novos sabores apresentados pela casa.  

Davi Pereira/CB/D.A Press -
Davi Pereira/CB/D.A Press -
Davi Pereira/CB/D.A Press -
Davi Pereira/CB/D.A Press -
Davi Pereira/CB/D.A Press -
Davi Pereira/CB/D.A Press -
Davi Pereira/CB/D.A Press -
Davi Pereira/CB/D.A Press -
Davi Pereira/CB/D.A Press -

A confeitaria ganhou atenção especial na renovação do menu. Entre os destaques está o Florescer de Ipê, sobremesa inspirada nas cores e aromas do bioma, preparada com bolo de laranja Bahia, creme de pequi e crumble de açafrão.

Para o chef Jefferson Soares, os pratos funcionam como uma homenagem à própria formação cultural de Brasília. “Os pratos conversam sobre essa brasilidade, mas também entram nesse roteiro dos brasileiros de todas as partes do país que vieram para Brasília construir a cidade e trouxeram suas experiências, gostos e culturas”, destacou.

A Casa de Chá também funciona como laboratório de formação profissional. Os alunos do Senac participam do atendimento, da cozinha, da confeitaria e da operação diária do espaço, acompanhados por instrutores e profissionais da instituição.  

A proposta transforma as refeições servidas em oportunidades de aprendizado prático. O modelo tem sido apontado pelo Senac como um dos diferenciais do projeto, permitindo que os estudantes vivenciem a rotina do mercado antes mesmo da conclusão dos cursos.  

Com dois anos, o espaço reúne memória, arquitetura, turismo e educação em um dos ambientes mais conhecidos de Brasília. E agora, com um cardápio inspirado nas raízes do Cerrado, busca oferecer aos visitantes uma nova forma de experimentar os sabores que ajudam a contar a história da capital. 

*Estagiária sob supervisão de Mariana Niederauer 

Mais Lidas