
Familiares e amigos se despedem, nesta quarta-feira (15/7), do vigilante Rodrigo Resende do Prado, de 48 anos, que faleceu na recepção do Hospital de Base enquanto esperava por atendimento. O velório acontece nesta quarta (15), no Cemitério Campo da Esperança de Taguatinga, às 14h. O sepultamento se inicia logo depois, às 16h30.
O homem, viúvo e pai de um menino de 6 anos, foi levado à unidade hospitalar pela irmã e cunhado com intensas dores no peito na tarde do último domingo (12/7). O quadro evoluiu, Rodrigo passou mal e morreu após sentir falta de ar e perda de consciência, antes de ser avaliado por um médico.
Ele chegou a procurar o hospital dias antes, na sexta (10/7), também com dores no peito. Neste dia, ele foi avaliado pela equipe médica e liberado.
Apuração
Em nota, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), responsável pela administração do Hospital de Base, informou que Rodrigo realizou o cadastro no pronto-socorro e aguardava a classificação de risco, etapa que antecede a avaliação médica, quando sofreu um mal súbito.
De acordo com o instituto, a equipe assistencial foi acionada imediatamente, iniciou as manobras de reanimação cardiopulmonar ainda no local e encaminhou o paciente à Sala Vermelha, onde foram adotadas todas as medidas de suporte avançado de vida previstas nos protocolos. "Apesar de todos os esforços da equipe multiprofissional, o paciente não respondeu às manobras de reanimação e evoluiu a óbito", informou a nota. O IgesDF ressaltou ainda que, como o paciente não chegou a passar pela classificação de risco, não houve definição de prioridade clínica nem estimativa de tempo de espera para atendimento médico.
O instituto afirmou que não há registro de deficit de profissionais ou interrupção da assistência no período em que Rodrigo esteve na unidade. Informou ainda que instaurou, ainda na noite de domingo, uma apuração preliminar e iniciou, ontem, a aplicação do Protocolo de Londres, metodologia internacional utilizada para análise de incidentes assistenciais.
Ainda segundo a instituição, o objetivo é "avaliar todas as circunstâncias relacionadas ao caso, identificar eventuais oportunidades de aprimoramento dos fluxos assistenciais e fortalecer continuamente a segurança do paciente". O IgesDF acrescentou que permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e reafirmou o compromisso com uma assistência pautada em critérios técnicos, transparência e melhoria contínua da qualidade dos serviços.
*Estagiária sob a supervisão de Tharsila Prates

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