Saúde

Apuração sobre morte de paciente em UPA está em fase final, diz presidente do IgesDF

Elaine Abreu afirmou que processo disciplinar está em fase final e que caso foi encaminhado a conselhos profissionais e à Polícia Civil

 Vilmar bebe água dentro da UPA antes de morrer na unidade de atendimento -  (crédito:  Reproduçao)
Vilmar bebe água dentro da UPA antes de morrer na unidade de atendimento - (crédito: Reproduçao)

A presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Eliane Abreu, informou que está em fase final a apuração interna sobre a morte de Vilmar Pereira da Silva, de 49 anos, que morreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Recanto das Emas, em 20 de junho. As investigações ocorrem no âmbito administrativo disciplinar e também foram encaminhadas a conselhos de classe e à Polícia Civil do DF (PCDF).

“Estamos em fase final de apuração, no âmbito administrativo disciplinar, para que possamos dar um desfecho assertivo e aplicar todas as medidas cabíveis”, afirmou a gestora.

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De acordo com ela, o instituto acionou as comissões de ética médica e de enfermagem, o que deve garantir uma análise técnica independente sobre as condutas adotadas nos atendimentos. “Esse encaminhamento é importante porque confere um caráter técnico à apuração dos fatos”, destacou.

Além disso, a controladoria interna do IgesDF realiza análises paralelas, incluindo a revisão de prontuários, imagens e a coleta de depoimentos. A presidente afirmou que o instituto está à disposição da PCDF para prestar esclarecimentos.

Em relação à morte do vigilante Rodrigo Resende do Prado, 48, na recepção do Hospital de Base, a presidente do IgesDF afirmou que acompanha de perto as investigações e ressaltou que já foram iniciadas oitivas para esclarecer os fatos. Segundo ela, o objetivo é garantir uma apuração completa e transparente, com a responsabilização administrativa, caso sejam identificadas falhas nos atendimentos.

Relembre os casos

Um dos casos investigados envolve o paciente Vilmar Pereira da Silva, que morreu após buscar atendimento na UPA do Recanto das Emas, em 20 de junho. Imagens mostram que ele chegou à unidade às 21h18 e, horas depois, foi ao banheiro sozinho. Durante a madrugada, permaneceu sentado em uma cadeira de rodas, onde dormiu coberto por um cobertor.

Segundo relatos de testemunhas, Vilmar morreu por volta das 14h do dia seguinte, ainda sem atendimento médico. A situação gerou revolta entre outros pacientes, que perceberam a ausência de sinais vitais e acionaram a equipe da unidade.

O outro caso é o do vigilante Rodrigo Resende do Prado, de 48 anos, que morreu na recepção do Hospital de Base, para onde havia sido levado por familiares no início da tarde de 12 de julho, com fortes dores no peito. O quadro evoluiu para falta de ar e perda de consciência antes que ele fosse avaliado por um médico.

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postado em 16/07/2026 18:30
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