
Por Luiz Francisco*
A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF) aposta em novas estratégias para valorizar quem produz e consome alimentos do Distrito Federal. Em entrevista ontem ao CB.Agro — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília — o engenheiro-agrônomo e presidente do órgão, Cleison Duval, falou às jornalistas Adriana Bernardes e Ana Carolina Alves sobre ações para fortalecer a agricultura local e o turismo rural. Entre elas, está a criação de um grupo de trabalho de venda direta ao comércio, além do Selo do Agro a Você e do Catálogo Conexões e Experiências, que estão com inscrições abertas aos produtores.
Um grupo de trabalho foi criado pelo Decreto nº 48.805/2026 para discutir a venda direta da produção rural aos supermercados. Qual é o principal objetivo dessa iniciativa?
A missão dele é viabilizar e facilitar a venda direta dos produtos da agricultura local nos supermercados do DF. Então, faz parte de toda uma estratégia do governo de valorizar o produto local, seja da agricultura ou da pecuária aqui no DF. O decreto foi publicado e foi formado um grupo com várias instituições. Nós temos a Emater, a Secretaria de Agricultura (Seagri-DF), a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedet-DF) e o Banco de Brasília (BRB). Então, em conjunto, nós temos 90 dias para buscar caminhos que facilitem e que viabilizem essa venda direta aos supermercados do DF.
Qual é o papel da Emater-DF dentro desse grupo de trabalho?
A Emater tem o papel principal de sempre, que é o apoio aos nossos produtores rurais. Nós estamos com eles desde o início da produção até a comercialização, com programas, projetos, técnicos capacitados em cada momento da fase de produção que eles precisem e com essa assistência técnica acompanhada e contínua. Nesse sentido, a gente tem um papel importante, porque nós temos o registro de todos os produtores do Distrito Federal. Outro ponto que a gente pode falar, e é um dos resultados desse decreto, é como vamos identificar esses produtos na gôndolas dos supermercados e como o consumidor vai identificar que ele é do Distrito Federal. É o Selo do Agro a Você que vai ter uma identificação e está sendo acolhido por todos os órgãos.
Como será o processo de inscrição e quem pode participar?
Nós lançamos o edital, que está aberto para o produtor rural do DF. Então, está no site da empresa e também os formulários para adesão. Ele deve procurar, primeiramente, a Emater, que tem 15 escritórios espalhados por todo o DF. Se ele está cadastrado, tem um link direto e alguns requisitos que precisam ser preenchidos. Se o produtor está apto, nós vamos dar continuidade para que ele possa garantir o uso desse selo mais para o futuro, quando ficar pronto.
O produtor tem que pagar por isso?
Não, é gratuito, não vai ter que pagar por isso. É mais um equipamento público, é mais uma ação do governo para valorizar, para estarmos juntos, para valorizar a nossa economia e os nossos produtores.
Uma outra iniciativa é o Catálogo Conexões e Experiências: Turismo, Histórias e Produtos do Campo que Encantam, que está com inscrições abertas para a segunda edição. Como surgiu esse projeto e o que reúne?
Esse catálogo é um produto que a gente, há muitos anos, queria lançar para mostrar para a população do Distrito Federal que nós temos turismo rural. Além da produção, nós também temos turismo no Distrito Federal, de aventura e gastronômico, por exemplo. A gente também queria valorizar essas famílias e esses empreendimentos. A gente lançou esse catálogo nesta primeira edição com todo um contexto de valorizar e de proporcionar o crescimento regional. É como se fosse uma amostra, uma oferta para que as pessoas conheçam algumas propriedades daqui.
As inscrições para o catálogo seguem até 31 de agosto. Como o produtor interessado pode participar?
O produtor deve procurar o escritório da Emater e começar a preencher os formulários. A novidade é que, nesta próxima edição, o catálogo vai estar também em inglês, o que vai facilitar muito a visibilidade. Nós temos mais de 100 embaixadas aqui no DF e isso vai ajudar bastante na divulgação e na interação desse público com os nossos produtores rurais.
*Estagiário sob a supervisão de Malcia Afonso

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