Decisão

Ex-major é expulso da PM após esquema de cobrança de propina

A perda do posto e da patente foi publicada nessa quarta-feira (1º/7), no Diário Oficial do DF. A decisão foi assinada pela governadora Celina Leão (PP)

A Polícia Militar do DF expulsou o major reformado Nelimar Nunes de Sousa após decisão do Tribunal de Justiça do DF, que o declarou “indigno para o oficialato”. O policial foi condenado por capitanear um esquema de propina envolvendo transportes piratas no Paranoá e Itapoã.

A perda do posto e da patente foi publicada nessa quarta-feira (1º/7), no Diário Oficial do DF. A decisão foi assinada pela governadora Celina Leão (PP).

Segundo consta na denúncia do Ministério Público do DF de 2019, Nelimar, três sargentos e um soldado faturavam aproximadamente R$ 30 mil por mês exigindo dinheiro dos chamados loteiros (motoristas em situação irregular).

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A investigação foi conduzida pela Corregedoria da Polícia Militar, e os policiais militares foram afastados do policiamento ostensivo e designados a trabalhos burocráticos na época. Ao longo da apuração, houve também interceptações telefônicas, com autorização judicial, que reforçaram as suspeitas de que havia a exigência de pagamento no transporte irregular entre 2016 e 2018, no governo anterior.

Nelimar era apontado como o líder do grupo. Cada motorista pagava R$ 150 por veículo por semana, de acordo com o Ministério Público, e as transações ocorriam dentro de comércios, como açougues frequentados por PMs em viaturas policiais.

Segundo depoimentos de testemunhas, ao menos 50 veículos foram coagidos a participar do esquema, o que rendia uma receita mensal de R$ 30 mil ao grupo de militares. Motoristas que se negavam a pagar tinham os documentos retidos por um longo período e não podiam circular. Eram também autuados por infrações, enquanto os colaboradores tinham multas canceladas.

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