INTERNAÇÃO

Família busca vaga para internar mulher após invasão ao zoológico

Após os episódios registrados no Zoológico de Brasília e em Samambaia, irmã afirma que mulher enfrenta um surto psicótico e aguarda vaga para internação na rede pública

Após o episódio registrado no Zoológico de Brasília e da tentativa de retirar uma criança à força de uma residência em Samambaia, a família da professora da rede pública tenta conseguir uma vaga para a internação da mulher, de 35 anos, que enfrenta um grave surto psicótico.

Ao Correio, a irmã dela, que terá a identidade preservada, contou que a professora está internada em um hospital, sendo acompanhada pela mãe. Segundo a família, a autora dos casos sofre de bipolaridade, e o maior desafio agora é conseguir um leito para dar continuidade ao tratamento psiquiátrico. “O nosso foco, neste momento, é conseguir uma vaga para que ela seja internada e receba o tratamento de que realmente precisa. Estamos correndo atrás disso desde que tudo aconteceu”, afirmou.

O caso ganhou repercussão após a mulher invadir, no sábado (11/7), o recinto do elefante Chocolate, no Zoológico de Brasília. No dia seguinte, ela foi detida pela Polícia Militar após tentar retirar uma criança de 8 anos de uma casa em Samambaia, região administrativa onde mora. Conforme a PMDF, durante a abordagem, a mulher apresentava falas desconexas e sinais compatíveis com um surto psicótico.

Para a irmã, as atitudes da mulher são consequência direta da doença e não refletem a personalidade dela. “Ela não queria machucar ninguém. Na mente dela, ela acreditava que estava protegendo aquela criança. Ela vive uma realidade que não existe para nós. É uma distorção causada pelo surto, não uma maldade.”

A irmã conta, ainda, que, até recentemente, a professora levava uma vida considerada normal. Concursada da Secretaria de Educação, ela é mãe de dois filhos e nunca havia se envolvido em situações semelhantes. “Ela sempre foi uma pessoa responsável, trabalhadora e dedicada aos filhos. Quem conhece a minha irmã sabe que essa não é a mulher que apareceu nas notícias. A doença tomou conta dela e mudou completamente o comportamento.”

Sem plano de saúde, a família depende exclusivamente da rede pública para conseguir o tratamento. “Infelizmente, não temos condições de arcar com uma internação particular. Estamos vivendo um momento muito difícil e esperamos que ela consiga atendimento especializado o quanto antes. O que ela precisa agora é de cuidado e tratamento”, concluiu a irmã.

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