ORGULHO

'Afeto também é uma forma de manifestação', diz Fábio Félix na Parada do Orgulho

Com o tema "LGBT+, levante e vote", a 27ª Parada do Orgulho de Brasília reuniu lideranças políticas, ativistas e milhares de participantes em defesa dos direitos da população LGBTQIA+

Julho, mês do orgulho LGBTQIA+, foi marcado em Brasília pela realização da 27ª Parada do Orgulho, neste domingo (26/7), na Esplanada dos Ministérios. Com o tema “LGBT+, levante e vote”, o evento reuniu milhares de pessoas que celebraram a festa da diversidade, mas também transformaram a manifestação em um espaço de reivindicação por direitos e maior participação política da comunidade.

Além do público, a Parada contou com a presença de parlamentares, candidatos e ativistas, entre eles o deputado distrital e candidato a deputado federal Fábio Félix (PSol) e a candidata a deputada distrital Keka Bagno (PSol).

Para Fábio Félix, a Parada representa um instrumento de conquistas políticas. “É tanto uma festa como um ato político fundamental em defesa dos direitos da comunidade LGBT+ brasileira. Foi ocupando o espaço público que conquistamos diversos direitos que hoje estão garantidos no Brasil”, afirmou.

“A diversão, o beijo e o afeto livre também são formas de manifestação. É como uma saída do armário à luz do dia, mostrando que existimos”, completou.

O parlamentar também destacou a necessidade de ampliar a presença da população LGBTQIA+ nos espaços de decisão política.

“Temos muitos direitos conquistados na esfera administrativa e jurídica, mas ainda muito pouco apoio no Legislativo, seja no Congresso Nacional ou em qualquer casa legislativa. Precisamos avançar nesse aspecto, e isso passa por ocupar esses espaços. A representatividade é fundamental”, defendeu.

Já Keka Bagno ressaltou o papel da Parada na valorização da diversidade.

“É sempre um marco. É a mais diversa, reúne muita juventude e movimenta a cultura, o turismo e a cidade como um todo. Isso é muito importante. A juventude está conscientizada, assim como as famílias LGBTs, mas ainda precisamos avançar muito nas políticas públicas”, disse.

Segundo ela, áreas como saúde, educação e transporte precisam receber mais atenção para reduzir a violência contra a população LGBTQIA+.

“Falta mais conversa. O diálogo é fundamental, principalmente com o público mais velho. Acredito que é por meio do diálogo, mas também garantindo que quem comete crimes seja responsabilizado”.

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