
Uma mulher de 37 anos foi picada por um escorpião na noite desta segunda-feira (3/8), na região do Mestre D’Armas, em Planaltina (DF). Segundo o pai dela, Maurício Brandão, a família procurou o Hospital Regional de Planaltina após o acidente, mas teria sido informada de que o soro antiescorpiônico disponível na unidade seria destinado preferencialmente a crianças e idosos. Diante da orientação, a paciente foi levada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região.
De acordo com o pai, a filha foi orientada a retornar para casa ou procurar uma UPA. Ela seguiu para a unidade de pronto atendimento, onde recebeu os atendimentos iniciais, mas não tomou o soro antiescorpiônico.
Maurício disse que, na tarde desta terça-feira (4/8), ficou sabendo da existência de unidades consideradas referência para o atendimento de acidentes com animais peçonhentos na Asa Norte e pediu para a filha seguir até o local.
O Ministério da Saúde orienta que vítimas de acidentes com escorpiões sejam encaminhadas sem demora para atendimento médico. O órgão informa que nem todos os hospitais possuem soro antiescorpiônico e que cabe às secretarias de Saúde definir as unidades de referência para a administração do antiveneno.
O protocolo nacional não estabelece um soro diferente para adultos, crianças ou idosos. A indicação da soroterapia é definida pela avaliação clínica e pela gravidade do envenenamento. Nos casos leves, não há indicação de soro; nos moderados e graves, são recomendadas doses específicas de antiveneno.
No Distrito Federal, documento da Secretaria de Saúde lista o Hospital Regional de Planaltina entre as unidades que dispõem de soro antiescorpiônico, assim como hospitais regionais de outras regiões administrativas e o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN).
Segundo Maurício, a filha foi picada no dedo do pé e a família conseguiu registrar uma fotografia do escorpião. “Eu achei um grande descaso. O hospital poderia ter indicado o local correto para a gente procurar”, disse o pai.
A reportagem procurou a Secretaria de Saúde do Distrito Federal e o Hospital Regional de Planaltina para esclarecer o atendimento prestado à paciente, a disponibilidade de soro na unidade no momento do acidente e o protocolo de encaminhamento adotado nesses casos. Até a publicação desta matéria, não houve retorno.
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