
O pré-candidato ao Governo do Distrito Federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Leandro Grass, defendeu um modelo de gestão baseado no diálogo permanente com a sociedade e com o setor produtivo durante participação no evento Diálogo "O Distrito Federal que Queremos", promovido pela Amcham Brasil, nesta sexta-feira (7/8). Em sabatina com empresários, o candidato afirmou que o DF "carece de um modelo" de desenvolvimento e criticou a atual condução da administração pública.
Segundo Grass, seu programa de governo foi elaborado a partir da escuta de diversos segmentos da sociedade e ainda permanece aberto a contribuições. "Nosso programa de governo está numa fase avançada, mas não está fechado. Existe uma primeira versão construída de maneira participativa, escutando muita gente, além de uma plataforma para receber propostas de diversos setores", afirmou.
Ao apresentar sua trajetória, o candidato destacou a experiência na gestão pública e disse que pretende levar ao GDF uma política de governo aberto. "Era preciso ter um projeto alternativo para a cidade. Um governo aberto, com muito diálogo junto ao empresariado, ao setor produtivo e aos segmentos de importância", declarou.
Na avaliação de Grass, o Distrito Federal enfrenta problemas estruturais por não possuir um projeto consistente de desenvolvimento econômico e social. "Estamos vivendo um momento desafiador da vida. Tenho uma avaliação muito crítica dessa gestão e também do cenário social e econômico. Brasília carece de um modelo, carece de um projeto. Não é apenas um projeto de governo, é um projeto para o nosso futuro", afirmou.
Durante a sabatina, o candidato também defendeu uma relação institucional baseada na cooperação entre diferentes esferas de governo, independentemente de posicionamentos políticos. Ao citar sua experiência na administração federal, afirmou que o diálogo deve prevalecer sobre disputas partidárias.
"Nós buscamos colocar em prática uma orientação muito clara: não investir qualquer tipo de aflição política. Independente da cor do gestor, estou interessado nas políticas públicas. Se pudéssemos contar com governadores, prefeitos e secretários para querer o bem do Brasil, seria muito melhor", disse.
Grass ainda criticou a dificuldade de interlocução entre empresários e o poder público no Distrito Federal. Segundo ele, muitas demandas acabam sem resposta por falta de acompanhamento por parte da administração.
"Essa talvez seja uma das principais queixas do empresariado de Brasília. Há um diálogo que começa, as demandas são encaminhadas pelos anúncios e pelos programas, mas elas morrem no meio do caminho. Não têm encaminhamento, não têm conclusão. Isso precisa mudar", afirmou.
Na área social, o candidato defendeu uma maior integração entre educação e mercado de trabalho. Para ele, o DF precisa investir em ensino integral e qualificação profissional para reduzir desigualdades e preparar jovens para novas oportunidades.
"Hoje temos uma situação muito difícil na educação. Não existe um programa consistente de escola integral com formação profissional, conectando educação e trabalho. Precisamos construir esse projeto para garantir igualdade de oportunidades", declarou.
Cidades DF
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