
Ao responder à pergunta de uma eleitora sobre a falta de profissionais de saúde, longas filas e demora no atendimento público no Distrito Federal, o candidato Kiko Caputo (Novo) adotou um tom crítico contra a atual administração e o Instituto de Gestão Estratégica da Saúde do Distrito Federal (Iges-DF). Caputo classificou o cenário da saúde da capital como fruto de "corrupção endêmica", defendeu o concurso público, prometeu a construção de novas unidades hospitalares e questionou a orientação ideológica do governo local. Caputo abriu sua fala apontando a desigualdade no acesso aos serviços médicos no DF e criticando o modelo de contratações do Iges-DF.
"No Distrito Federal, quem tem dinheiro tem médico. Quem não tem, tem fila. É fila pra cirurgia, é fila para exame, é fila pra buscar remédio. Isso tudo, você de casa tem que ter ciência, é fruto de uma gestão terrível e de uma corrupção endêmica... uma corrupção que é alastrada por toda a secretaria e pelo Iges. O Iges, como vocês sabem, tem mais de 820 empregados de livre nomeação — nem aquele concurso mais ou menos eles fazem."
Como solução para o déficit de atendimento, o postulante do Novo defendeu a recomposição do quadro profissional da rede com foco em saúde integral e a realização de um diagnóstico profundo das contas públicas. "Nós precisamos dar um choque de gestão depois do choque de honestidade que a gente vai precisar fazer. A gente vai precisar contratar muitos médicos, enfermeiros, assistentes sociais, dentistas, psicólogos... porque nós precisamos cuidar da saúde mental também, da saúde bucal e da saúde de um modo geral do brasiliense."
Na sequência, o candidato criticou obras inacabadas e apontou o atraso do DF em relação ao estado vizinho, Goiás, citando investimentos prioritários na área oncológica e em regiões administrativas populosas. "Nós vamos também, nesse tema da saúde, não vamos ficar inaugurando cerca igual foi inaugurado aqui em Ceilândia outro dia, não: nós vamos finalizar o Hospital do Câncer. É inacreditável que o Distrito Federal até hoje não tenha um Hospital do Câncer. Goiânia, que está aqui do lado, tem três — o Distrito Federal não tem nenhum. Aliás, nós estamos atrás de Goiás em tudo. Nós, que sempre fomos um modelo a ser seguido em saúde pública, em segurança pública, em educação. Goiás tem mais de 85% das escolas em tempo integral, nós aqui não chegamos a dez."
Por fim, Kiko Caputo buscou se posicionar como o único representante da "direita genuína" no debate e detalhou seu plano de expansão física para a saúde do DF. "Então eu pergunto a você aí de casa: você está satisfeito com esse governo dessa direita fake? O meu partido, o Partido Novo, é o único partido genuinamente de direita. E nós vamos mostrar como é que se governa: com eficiência, com probidade, com honestidade e principalmente entregando serviços públicos de excelência. Na área da saúde também: nós vamos construir o segundo Hospital de Ceilândia — e fomos os primeiros a nos comprometer com isso —, vamos construir finalmente o Hospital de São Sebastião, a policlínica de Brazlândia, do Sol Nascente, da Estrutural, e vamos colocar as UBSs para funcionar."

Cidades DF
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