Estelionato

Operação mira golpistas que se passavam por advogados e fizeram vítimas no DF

A operação foi desencadeada pela 8ª Delegacia de Polícia (Estrutural) e contou com a participação de agentes da Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCSP)

Operação mirou golpistas e cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo -  (crédito: PCDF/Divulgação)
Operação mirou golpistas e cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo - (crédito: PCDF/Divulgação)

A Polícia Civil do DF cumpriu, nesta quinta-feira (13/8), quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo contra criminosos que se passavam por advogados para aplicar golpes na capital federal e em outros estados. A operação foi desencadeada pela 8ª Delegacia de Polícia (Estrutural) e contou com a participação de agentes da Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCSP).

As ordens judiciais foram executadas nos bairros de Praia Grande e Chácara do Conde, na Grande São Paulo. A Justiça também expediu dois mandados de prisão preventiva, mas os investigados não foram localizados.

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A partir da análise integrada entre elementos financeiros, digitais e documentais, os policiais do DF identificaram os autores e o modus operandi. Segundo as investigações, a quadrilha atuava com divisão de tarefas e utilizava informações verídicas de processos judiciais para evitar desconfiança por parte das vítimas.

Os golpistas, afirma a PCDF, se apresentavam falsamente como advogados, integrantes de escritórios ou representantes de órgãos do Poder Judiciário. Posteriormente, induziam as vítimas a efetuar pagamentos sob o argumento de que os procedimentos seriam necessários para a liberação de valores decorrentes das ações judiciais.

No DF, há a confirmação de pelo menos três vítimas. Uma delas perdeu R$ 3.999,99. Ela relatou ter sido abordada por um homem e uma mulher que diziam que havia valores judiciais a serem liberados, mas seria necessário o pagamento antecipado. Após a transferência, os contatos foram interrompidos.

Autores

Os autores têm 24 e 25 anos. De acordo com o delegado Rafael Catunda, adjunto da 8ª DP, a apuração identificou ainda uma terceira pessoa vinculada a conta bancária utilizada para o recebimento de valores provenientes da fraude.

Em outra frente da mesma operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Praia Grande (SP) contra uma mulher de 25 anos. Nesse caso, a vítima foi procurada, em dezembro de 2025, por uma mulher que se apresentou falsamente como advogada.

Posteriormente, um homem entrou em contato e apresentou-se como servidor do Superior Tribunal de Justiça. Durante uma chamada de vídeo, ele convenceu a vítima a compartilhar a tela do celular e acessar aplicativos financeiros.

A vítima fez duas transferências via Pix nos valores de R$ 1,5 mil e R$ 690. Dias depois, os golpistas usaram o cartão da mulher para uma compra de R$ 4.069,43 na plataforma Airbnb.

“Os elementos reunidos indicam atuação coordenada de pessoas com funções distintas, envolvendo abordagem das vítimas, simulação de atendimento jurídico, condução das operações financeiras e utilização de contas de terceiros para recebimento ou movimentação dos valores obtidos com as fraudes”, frisou o delegado.

As investigações seguem com a análise dos dispositivos e demais materiais arrecadados durante as buscas, com o objetivo de dimensionar a extensão das fraudes, identificar novas vítimas, esclarecer a participação de outros envolvidos e localizar os alvos.

 

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postado em 13/08/2026 15:45
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