Capital Moto Week 2026

Divas sobre Rodas: CB.Talks debate representatividade feminina

Mulheres lideram um movimento de inclusão do público feminino no maior festival de motos e rock da América Latina

Ocupar espaço em ambientes historicamente masculinizados é mais do que estar apenas presente. Expressar-se, poder se reconhecer e ser respeitada são conquistas de atos coletivos. No Capital Moto Week (CMW) 2026, mulheres motociclistas inventaram uma voz para elas mesmas: o Lady Bikers, lugar destinado a abraçar o público feminino que aposta na contra-cultura do rock e do motociclismo.

Durante a roda de conversa empreendedorismo e representatividade feminina, promovida pelo Correio Braziliense, em parceria com a TV Brasília, a CEO do CWM, Juliana Jacinto, e a diretora do motoclube Divas sobre Rodas, Elizângela Silva Braz, conversaram sobre a experiência de abrir esse espaço para mulheres no festival. 

Entre as convidadas do evento, Cami Abreu, parceira do festival e apresentadora da Vila do Bem, espaço dedicado a instituições sociais convidadas para vivenciar o evento. O diálogo fez parte de mais uma edição do CB.Talks e aconteceu no centro do Lady Bikers, em meio à Cidade da Moto, na noite de ontem.

Ocupando um lugar de liderança do CMW desde 2010, Juliana expressa carinho pelo espaço feminino, que foi criado em meio a uma predominância masculina no festival. "O Capital Moto Week era 98% masculino. O Lady Bikers foi o primeiro lugar criado para produzir entretenimento para as mulheres", destaca a CEO.

Dentro do festival, que hoje ocupa uma área de 400 mil metros quadrados na Granja do Torto, era importante criar experiências pensadas para o público feminino. Segundo Juliana, o esforço sempre foi feito em conjunto, contando com o apoio de muitas outras mulheres que participam da liderança por trás do CMW.

 

Ed Alves/CB/D.A Press - 31/07/2026. Ed Alves/CB/D.A Press. Cidades. Talks - Capital Moto Week - Empreendorismo e Representatividade Feminina. Na foto, Ju Jacinto (Loira), Elizangela Silva Braz (Oculos) e Cami Abreu (cabelo Curto).

"Sou só uma porta-voz e uma representante desse lugar que, juntas, conseguimos alcançar", relata. Nas palavras de Elizângela, ter Juliana como CEO não apenas abriu portas, como humanizou o evento. A diretora do motoclube descreveu que, antes da participação da organizadora, não havia liderança feminina, eram apenas homens.

A mudança fortaleceu as atividades do Divas sobre Rodas. Elizângela conta que, na sua experiência como instrutora de trânsito, sempre escuta falas estigmatizadas como: "Moto é coisa de homem". Mas o hobbie vai muito além disso. "A moto salva as pessoas. Ela cura enfermidades, a depressão e mostra uma nova vida para as mulheres", defende a diretora. Ter uma mulher à frente do evento é descrito por Elizângela como inspirador para as frequentadoras CMW, trazendo representatividade. 

Em casa e nas estradas

O motoclube feminino opera com estatuto, regimento interno, diretoria e regras. Uma das bases da organização é a irmandade que une as integrantes por meio da paixão pelas motos. Elizângela descreve que as mulheres que participam convivem umas com as outras, em casa e nas estradas. O Divas sobre Rodas é exclusivamente para mulheres e segue regras destinadas a garantir a segurança durante os passeios.

A sinalização e o posicionamento correto nas estradas são alguns deles. Por isso, na hora de aceitar novas motociclistas, elas são rigorosas. "Só aceitamos pessoas que sejam indicadas e apadrinhadas, até porque passamos muito tempo umas com as outras, viajamos juntas", descreve a diretora do motoclube.

Já o Lady Bikers está sempre aberto para receber novas pessoas, promover amizades e o compartilhamento de histórias — algo que foi descrito pelas convidadas da roda de conversa como o elemento que não pode faltar.

Cami Abreu dividiu com o público que há muitas histórias sendo contadas entre os participantes do festival. "É a energia do Moto Week, recheado de reencontros", adiciona a apresentadora do Vila do Bem. O projeto social aconteceu durante três dias do festival, de 27 a 29 de julho, e trouxe instituições de diferentes regiões da capital para uma programação pensada para crianças, jovens, idosos e neurodivergentes, além de famílias atendidas por projetos sociais. De acordo com Cami, a Vila promove atividades culturais e momentos de integração. "A ideia é fazer eles viverem essa experiência única", completa.

Serviço

A programação do Capital Moto Week termina hoje, com artistas do Distrito Federal, Pará e São Paulo. Confira abaixo:

No palco principal: Aline Alves, Magoo e Barão Vermelho - Encontro (Formação Original)

Na Praça Pepsi: Douglas Bouret, Jonas Santos e Os Merah 

No espaço Lady Bikers Sebrae: Banda Molinas 

Moto Bar Spaten: Breakbone, The Reds e All Stars

Rock Saloon Royal Enfield: Roadside Gamblers, Tequila Shot Band e Rancheros

 

Passeio oficial

O Passeio Motociclístico Oficial do Capital Moto Week será hoje, a partir das 15h30, com concentração no balão externo da Granja do Torto. A saída do comboio está prevista para às 16h e é aberta à participação de motociclistas que estão participando do festival e àqueles que desejarem acompanhar no decorrer do percurso.

Rota:

Saída da Granja do Torto;

Passagem pelo Eixão Norte;

Percurso pelo Eixo Monumental;

Travessia da Esplanada dos Ministérios;

Cruzamento da Ponte JK;

Retorno logo após a ponte;

Volta ao Capital Moto Week pela L4 Norte;

Passagem pela Ponte do Bragueto;

Chegada ao Capital Moto Week.

 

 

 

 

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Ed Alves/CB/D.A Press - 31/07/2026. Ed Alves/CB/D.A Press. Cidades. Talks - Capital Moto Week - Empreendorismo e Representatividade Feminina. Na foto, Ju Jacinto (Loira), Elizangela Silva Braz (Oculos) e Cami Abreu (cabelo Curto).
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