O Esquenta CB.Poder Eleições 2026, programa parceria entre TV Brasília e Correio Braziliense entrevistou, nesta segunda-feira (3/8), Manoel Arruda, presidente do União Brasil-DF. Aos jornalistas Ana Maria Campos e Carlos Alexandre de Souza, ele falou sobre a Federação União Progressista, que reúne União Brasil e PP, e avaliou que essa aliança reúne a nominata mais equilibrada e competitiva nestas eleições. Ele também afirmou que não está decidido se a federação irá liberar ou não os candidatos a deputado distrital e federal a apoiarem quem preferirem para as eleições presidenciais.
Estamos quase no início da campanha oficial. Vocês fizeram no domingo a convenção da Federação União Progressista. O que ficou definido em relação ao seu partido, o União Brasil?
Foi nosso momento de festa, onde confirmamos a candidatura da nossa governadora Celina Leão e também dos nossos pré-candidatos a deputado distrital e federal. Agora, reunir as indicações dos partidos que serão nossos coligados para fechar em definitivo até amanhã (hoje) essa coligação que deve ser, eu espero, a grande vitória no dia 4 de outubro.
O senhor afirma que essa nominata é equilibrada e competitiva. Por quê?
Hoje, o União Brasil está federado com o Partido Progressista, então, estamos funcionando como um partido só. Com a montagem da nominata, a escolha dos nomes para fazer parte como candidatos, eu enxergo como a mais equilibrada porque temos vários candidatos com potencial para poder desempenhar. Teremos quatro mulheres candidatas (a deputada federal); provavelmente, a federação será a legenda com maior número de mulheres. Isso é mais uma vitória da nossa governadora Celina Leão.
O União Brasil manteve conversas de lançar um candidato ao Senado e cogitou o nome de Sandro Avelar. Isso ficou pelo caminho, por causa da aliança construída em torno da candidatura da governadora Celina Leão?
O Sandro é um grande quadro que temos dentro do União Brasil; inclusive, foi presidente de grandes partidos. Foi secretário de Segurança em duas oportunidades, uma, inclusive, em momento de muita sensibilidade aqui em Brasília, foi diretor da Polícia Federal. Quer dizer, tem muita experiência. E, neste momento, a gente coloca os nomes à disposição, com muito diálogo e conversa, mas sempre sob a liderança da Celina Leão, para que a gente estabeleça o melhor cenário para vitória de todos. Sandro foi apresentado como nome, mas essa definição de majoritária sempre parte da liderança da majoritária, no caso, a governadora.
A construção dessa coligação contempla o PP com candidata a governadora, o Republicanos como vice, o PL tem duas candidaturas ao Senado, que é a Michelle Bolsonaro e a Bia Kicis. E o União Brasil não tem indicação de suplentes? Vai se concentrar mais na eleição de deputados?
Como estamos em Federação, a nossa governadora é representante hoje da legenda, e realmente nosso foco é a eleição de deputados federais. Acredito, em relação a chapa de Senado, — lógico que essa indicação parte do PL —, mas acho que é importante o diálogo com esses partidos que fazem parte dessa grande aliança — são quase 12 partidos — pois acredito que as suplências podem ser discutidas, inclusive com os outros que fazem parte.
Celina Leão construiu uma frente ampla. Doze partidos, o senhor citou. Sobrou pouco para os adversários.
A Celina tem essa capacidade, já são quatro mandatos, ela tem esse poder de articulação muito grande. Eleição se ganha nesse conjunto de alianças. Isso não define eleição, mas ajuda muito, por conta da estrutura de campanha, número de candidatos que cada legenda vai lançar. Cada legenda tem 25 candidatos. Só aí, a gente tem mais de 250. São 250 candidatos que vão trabalhar em prol da eleição da governadora Celina, fora os federais.
No caso de ficar decidido realmente a neutralidade da eleição presidencial (na federação), como a União vai tratar as candidaturas presidenciais aqui? Vão apoiar alguém do campo de vocês ou vão liberar os seus candidatos a apoiar quem eles preferirem?
Ainda não houve essa discussão. Acho que é importante colocarmos em discussão, até para que os candidatos avaliem e coloquem seu ponto de vista quanto ao posicionamento, mas, a princípio, se houver uma orientação da nacional pela neutralidade, vamos liberar os candidatos a apoiarem aqueles com os quais mais se identificam.
Então, provavelmente a gente deve ver ou não deve ver um candidato da federação no palanque seja de Lula ou de Flávio ou de Caiado, conforme a tendência.
A governadora Celina, ao que me parece, apoiará o Flávio Bolsonaro, até mesmo por conta da composição da coligação. O que eu digo é em relação aos candidatos a deputado distrital e federal.
Se estiver liberado, cada um pode subir no palanque que quiser, se vocês definirem assim?
Provavelmente, mas é o que eu falo, a minha ideia, vontade e desejo era que a União tivesse um candidato, mas como não foi possível, temos que discutir e colocar esse tema para que os candidatos apresentem seu posicionamento.
Assista à entrevista
*Estagiária sob a supervisão de Malcia Afonso
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