ELEIÇÕES 2026

Cappelli defende mudança de gestão para recuperar saúde e educação

Durante sabatina promovida pela Amcham Brasil, o candidato disse que é preciso 'enfrentar problemas estruturais'

Durante sabatina promovida pela Amcham Brasil nesta sexta-feira (7/8), no evento Diálogo "O Distrito Federal que Queremos", o candidato ao Governo do Distrito Federal Ricardo Cappelli (PSB) defendeu uma mudança de gestão para recuperar áreas consideradas essenciais, como educação e saúde. Segundo ele, antes de discutir o futuro da cidade, será necessário enfrentar problemas estruturais que, na avaliação do candidato, colocaram o DF em situação incompatível com seu orçamento e potencial.

Cappelli iniciou a apresentação lembrando que Brasília foi concebida para ser uma referência nacional em planejamento urbano e qualidade dos serviços públicos. "Brasília nasceu para inspirar o Brasil. Nasceu com o projeto arquitetônico e urbanístico do modernismo de Niemeyer, com a concepção de levar o Brasil para o interior e representar o futuro. Ela nasceu para ser referência e nós temos plenas condições de sermos referência em tudo, porque dinheiro não nos falta", afirmou.

O candidato destacou que o Distrito Federal possui um dos maiores orçamentos públicos do país, mas avaliou que os resultados entregues à população não correspondem ao volume de recursos disponíveis. "Como é que a gente consegue ter o pior ensino médio do Brasil? Estou me comparando com estados muito mais pobres e com extensões territoriais imensas. Nós estamos aqui dentro do famoso quadradinho", questionou.

Ao citar sua experiência na administração pública, Cappelli afirmou ter atuado durante 26 anos na gestão pública, incluindo funções de liderança em diferentes estados e no governo federal. Segundo ele, administrar o Distrito Federal deveria ser menos complexo do que governar unidades federativas de grande extensão territorial.

Entre as críticas, Cappelli apontou a alta rotatividade de professores temporários como um dos fatores responsáveis pela queda da qualidade do ensino. "Hoje, dois terços dos professores da rede são temporários. Eles passam por duas ou três escolas no mesmo ano, não criam vínculo com a comunidade escolar e o processo de aprendizagem fica completamente perdido", descreveu.

Na saúde pública, Cappelli afirmou que o cenário também exige medidas emergenciais. "Hoje temos 33 mil pessoas na fila de cirurgias, 120 mil aguardando consultas e exames. Faltam 5.300 médicos, 4 mil técnicos de enfermagem, 2.300 enfermeiros e 1.900 agentes comunitários de saúde. E nós temos o maior orçamento per capita para saúde do Brasil", destacou. 

 

Mais Lidas