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'Tiro invasões no primeiro dia', promete Arruda ao criticar segurança

Ex-governador defende desocupação imediata de áreas irregulares, fim do subsídio às empresas de ônibus para investir no metrô e plano de saneamento básico

Diante dos episódios recentes de violência e do avanço de ocupações irregulares na capital federal, o candidato do PSD ao Governo do Distrito Federal, José Roberto Arruda, promete rigor na fiscalização e tolerância zero com invasões em áreas públicas. Durante a sabatina do Correio Braziliense, realizada nesta terça-feira (11/8), o ex-governador criticou a localização dos Centros Pop e defendeu a imediata remoção de acampamentos em pontos centrais, como nas proximidades da Universidade de Brasília (UnB) e do Parque da Cidade.

Arruda avaliou que a atual estrutura de atendimento à população em situação de rua se transformou em um fator de insegurança para os moradores das quadras do Plano Piloto. "As invasões ali perto da UnB e outras espalhadas pela cidade, eu tiro no primeiro dia. Aqui é a capital do país, tombada como patrimônio histórico; não é casa sem governo. O centro de triagem e recuperação tem que ser distante do centro urbano. Mudar o Centro Pop, fazer o acolhimento para os albergues, casas de recuperação para usuários de drogas e, para o resto, polícia e mão forte", declarou.

Ainda em relação à segurança pública, o ex-governador mencionou o episódio de violência ocorrido na madrugada desta terça-feira, na SQS 302, ao defender mudanças efetivas neste campo. Na ocasião, um homem armado com um facão invadiu um bloco residencial e fez uma idosa como refém. Segundo a Polícia Militar do DF (PMDF), o criminoso estaria ameaçando demais moradores. Durante a operação, o homem foi atingido por disparos e morreu no local do crime.

Mobilidade e sustentabilidade

No campo da mobilidade urbana, o postulante ao Buriti classificou o valor do subsídio pago pelo governo às concessionárias do transporte público — repasse que supera R$ 2 bilhões — como um desperdício de recursos. O candidato prometeu rever a fórmula de remuneração das empresas, migrando do modelo atual por quilômetro rodado para o pagamento por passageiro transportado, além de abrir auditorias nos contratos. "Eu vou acabar com essa mamata. Com R$ 2 bilhões jogados fora no subsídio das empresas de ônibus, dava para fazer 20 km de metrô por ano", projetou.

Entre as propostas estruturantes, Arruda detalha a expansão de quatro linhas de metrô conectando Ceilândia, Sol Nascente, Águas Lindas, Gama, Santa Maria e o Entorno, a implementação do VLT na W3 e do projeto Interbairros, além da construção do Anel Rodoviário para retirar o tráfego de cargas pesadas do centro urbano. Para a agenda de sustentabilidade e preservação ambiental até 2030, o candidato defende o combate à ocupação de áreas de mananciais, a criação do Parque Burle Marx e a garantia de saneamento básico em comunidades vulneráveis, citando o exemplo da comunidade Santa Luzia.

A entrevista faz parte da série de sabatinas promovida pelo Correio com os 11 postulantes ao GDF: Celina Leão (PP), José Roberto Arruda (PSD), Elisson Ferreira (Agir), Expedito Mendonça (PCO), Kiko Caputo (Novo), Leandro Grass (PT), Paula Belmonte (PSDB), Ricardo Cappelli (PSB), Rico Pinheiro (PRTB), Robson Raymundo (PSTU) e Samara Mineiro (UP).

Cada candidato responde a perguntas da bancada de jornalistas do Correio por uma hora, apresentando propostas para temas prioritários como saúde, educação e segurança. O evento segue ao vivo até as 18h no canal do Correio no YouTube.

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