O candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF) Kiko Caputo (Novo) afirmou, durante sabatina promovida pelo Correio Braziliense, nesta terça-feira (11/8), que não considera a privatização de empresas públicas um tabu. Segundo ele, antes de decidir pela transferência de uma empresa à iniciativa privada, é necessário profissionalizar a gestão e avaliar a capacidade de cada companhia de permanecer sob o controle do poder público.
“A preocupação do Novo é entregar serviços públicos de excelência para a população”, afirmou.
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Para Caputo, o primeiro passo deve ser verificar se as empresas públicas são administradas por profissionais capacitados ou se os cargos de direção são ocupados por indicações políticas. “Será que foram recrutar no ente privado um presidente capacitado para gerir aquilo? Ou será que algum deputado e senador foram indicando pessoas da confiança deles?”, questionou.
O candidato afirmou que, após a implementação de uma gestão profissional, seria possível avaliar a permanência das empresas sob o controle estatal. “Eu não tenho dificuldade em privatizar. Ainda mais se eu souber que a iniciativa privada pode oferecer um serviço melhor, mais eficiente, com uma tarifa mais barata. Se o ente privado for mais eficiente do que o poder público, o melhor para a população é entregar para o agente privado”, declarou.
Caesb e o futuro do metrô
Questionado sobre a possibilidade de privatização da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), Caputo disse que considera a empresa uma “caixa-preta” e que há dificuldades para compreender os números da companhia. Apesar disso, avaliou que a companhia pode permanecer sob o controle público.
Para o candidato, o metrô será um dos principais desafios de uma eventual gestão. Caputo estimou que o governo precisaria investir mais de R$ 1,2 bilhão, inicialmente, para recuperar a eficiência do sistema.
“Com o sucateamento que houve, com a falta de atualização do sistema de energia, do sistema de bilhetagem e do sistema de sinalização, o metrô está trafegando, às vezes, a 20 km/h. Ele foi projetado para trafegar a 60 km/h”, disse.
O candidato defendeu investimentos na expansão do transporte sobre trilhos, mas disse ser contrário à ampliação do metrô para municípios do Entorno. Para isso, a alternativa seria investir no trem metropolitano.
“O metrô é muito eficiente para diminuir os engarrafamentos que a gente está tendo e levar os cidadãos que trabalham aqui no Plano Piloto com mais rapidez para suas casas”, destacou.
Caputo defende a ampliação do sistema para regiões como Setor O, Sol Nascente e Pôr do Sol, além de investimentos no BRT. “Não podemos roubar o tempo do cidadão como o governo tem roubado nesses engarrafamentos intermináveis. […] A gente tem que apostar muito no transporte de trilhos”, concluiu.
Sabatina
A entrevista faz parte da série de sabatinas promovidas pelo Correio com 11 postulantes ao GDF: Celina Leão (PP), José Roberto Arruda (PSD), Elisson Ferreira (Agir), Expedito Mendonça (PCO), Kiko Caputo (Novo), Leandro Grass (PT), Paula Belmonte (PSDB), Ricardo Cappelli (PSB), Rico Pinheiro (PRTB), Robson Raymundo (PSTU) e Samara Mineiro (UP).
Cada candidato responde a perguntas da bancada de jornalistas do Correio por uma hora, apresentando propostas para temas prioritários como saúde, educação e segurança. O evento segue ao vivo, até as 18h, no canal do Correio no YouTube.
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