O candidato do PSTU ao governo do Distrito Federal, Robson Raymundo, apresentou um conjunto de propostas que classifica como parte de um projeto de "governo socialista dos trabalhadores", durante a sabatina do Correio Braziliense com os 11 candidatos ao GDF, nesta terça-feira (11/8). Segundo ele, a prioridade de uma eventual gestão seria a saúde pública.
O candidato defendeu o fim do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), classificando o modelo de gestão privada de serviços públicos como ineficiente. Ele propôs a criação de conselhos populares de saúde, formados desde o nível distrital até as Unidades Básicas de Saúde (UBS), controlados por trabalhadores e usuários do sistema.
Contrário às privatizações realizadas no DF, Raymundo defendeu a reestatização da CEB/Neoenergia, sob controle dos trabalhadores. "Privatiza que piora", resumiu o candidato. Também propôs revogar a privatização da Rodoviária do Plano Piloto, que classificou como um serviço que não atende adequadamente à população.
Questionado sobre a viabilidade jurídica de reestatizar contratos já fechados, disse que o processo seria conduzido "com todos os mecanismos necessários", apoiado na mobilização da classe trabalhadora, sem detalhar um cronograma ou estudo específico
Auditoria
Raymundo propôs uma auditoria popular da dívida do BRB e do GDF, além de todos os contratos firmados pelo governo distrital, argumentando que a identificação de devedores ao GDF liberaria recursos para atender às demandas da população. O candidato disse, ainda, que extinguiria os cargos comissionados e que, se eleito, não receberá salário de governador — medida que, segundo ele, também seria aplicada aos secretários de seu governo, que passariam a ganhar o mesmo salário que recebiam em suas profissões de origem antes de assumir o cargo.
No modelo proposto pelo candidato, cada secretaria seria ocupada por alguém eleito pela própria categoria de trabalhadores da área. O secretário de Educação seria escolhido pelos trabalhadores da educação, o de Saúde pelos trabalhadores da saúde, e assim sucessivamente.
O candidato afirmou que o PSTU se posiciona contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, o teto de gastos e outros mecanismos de controle fiscal, defendendo que o Estado deve priorizar o atendimento à população antes de considerações orçamentárias. Ele propôs a criação de um conselho gestor do orçamento do DF, formado por representantes eleitos de sindicatos e movimentos sociais, para fiscalizar e definir os gastos públicos.
