Eleições 2026

Paula Belmonte (PSDB) propõe governo participativo e transparente

Durante sabatina do Correio, candidata Paula Belmonte (PSDB) elencou a educação, a saúde e a transparência como prioridades. Ela defendeu a regionalização do BRB. "Um governo honesto que trabalhará com tecnologia para transformar a vida das pessoas"

Candidata do PSDB ao Governo do Distrito Federal (GDF), Paula Belmonte destacou, durante a sabatina do Correio, que transparência, educação e saúde seriam os três pilares de sustentação de um possível governo. A candidata está no primeiro mandato como deputada distrital e já foi deputada federal. Nesta terça-feira (11/8), ela enfatizou que fará "um governo honesto e que trabalhará com tecnologia para transformar a vida das pessoas".

Leia a cobertura completa da sabatina

Segundo Paula, a ideia é colocar, no primeiro dia do mandato, um gabinete voltado ao combate à corrupção. Uma das propostas é a digitalização do GDF para lutar contra a falta de integridade e otimizar processos. Por meio da tecnologia, informações do governo estariam disponíveis aos brasilienses para que a população pudesse cobrar políticos com mais facilidade. A candidata criticou a atual falta de transparência em determinados casos. "Não temos, por exemplo, informação real de quais são os empréstimos de medicamentos que o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF) faz para a Secretaria de Saúde. Não existem esses dados transparentes para as pessoas. Essas são várias válvulas de escape que, infelizmente, aconteceram no DF", afirmou.

Outra pauta importante para Paula é a educação. Participativa na luta em defesa da infância, a candidata fez questão de falar que tem seis filhos e que entrou na política após o falecimento de um deles, aos dois anos de idade. "Precisamos investir para que os nossos jovens não queiram abandonar a escola. Para que eles queiram sonhar", falou. 

Ainda em relação às crianças, ela falou sobre a falta de creches no DF. A deputada observou a ausência desses espaços em lugares próximos das casas das famílias. De acordo com Paula, o GDF gasta quase R$ 1 milhão em transporte escolar. "Isso é péssimo, porque a escola precisa estar na comunidade", avaliou. 

Melhorias

A candidata disse desejar melhorias nas estruturas das escolas. Ela sente falta de instituições preparadas para receber crianças atípicas e de espaços adequados para as refeições. De acordo com a deputada, 64% das escolas do DF não têm refeitório para os estudantes comerem. Eles se alimentam no mesmo ambiente onde estudam ou até nas escadas. 

Para que mudanças sejam feitas, Paula alertou que as emendas destinadas à educação precisam ser impositivas, como garante a lei. A candidata contou que o GDF cancelou R$ 11 milhões em emendas de sua autoria destinadas a essa área. O fato foi denunciado ao Tribunal de Contas da União. 

A candidata ressaltou a importância da educação para garantir a segurança das mulheres. Ela afirmou que jovens e mulheres precisam sair preparados das escolas para serem inseridos no mercado de trabalho. "Precisamos começar a pensar em autonomia financeira", recomendou. Essa autonomia é essencial para que mulheres consigam sair de situações de violência: "É importante falarmos para nossas meninas que elas estudem". 

Saúde é outra prioridade de Paula. Ela falou que vai realizar concursos públicos em um possível mandato, especialmente para a área da saúde. A deputada observou que ela encontra "um estado de guerra em hospitais no DF", o que se deve, em parte, à falta de profissionais. "No meu governo, vamos valorizar muito a saúde primária. Vamos construir hospitais de retaguarda, paliativo e de idosos. Acredito nos hospitais referenciais", destacou. 

Durante o período em que atuou como presidente da Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle (CFGTC) da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), Paula disse que pôde acompanhar como o Iges-DF não dialoga com a Secretaria de Saúde nem com o Estado. Para ela, essa dinâmica é "uma vergonha".  

A candidata também lembrou de casos recentes de pacientes que morreram antes de serem atendidos, como Vilmar Pereira da Silva, que faleceu sentado em uma cadeira de rodas na recepção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Recanto das Emas. "A saúde precisa de recursos humanos", comentou. 

Paula disse, ainda, que, em Brasília, não há uma UPA com as equipes completas, o que sobrecarrega os profissionais. "Quando falamos com os servidores, eles choram. Estão com a saúde mental abalada. Uma preocupação nossa é não apenas servir, é cuidar de quem serve", relatou. 

O Banco de Brasília (BRB) também foi tema da sabatina. A candidata criticou a nacionalização do banco e defendeu aproximar a instituição dos pequenos comerciantes da capital. Segundo a deputada, "colocaram o nosso BRB, o banco de desenvolvimento da nossa cidade, em uma situação de negócios". Ela lembrou ser uma das deputadas distritais a votar contra a compra do Master pelo BRB e avaliou que a Câmara Legislativa do DF foi omissa.

Para aproximar o banco da população, Paula afirmou ser essencial fechar agências fora da capital. "Precisamos fazer com que cada agência fomente o pequeno comércio, pequeno empreendedor e o jovem que está indo para o primeiro emprego", enfatizou. "Vamos trazer, primeiramente, o BRB para o desenvolvimento do DF."

*Estagiária sob supervisão de Tharsila Prates

 

Mais Lidas