Paula Belmonte, candidata do PSDB ao Governo do Distrito Federal (GDF), cumpriu agenda na Rodoviária do Plano Piloto na tarde desta segunda-feira (24/8), e defendeu os direitos dos comerciantes, que são permissionários no local. Acompanhada pelo ex-senador do Solidariedade, José Antônio Reguffe (Solidariedade), a candidata fez uma caminhada pela rodoviária, ouvindo eleitores e trabalhadores.
“Eu não sou contra a Parceria Público-Privada (PPP), sou a favor da transparência. Os permissionários estão há mais de 50 anos aqui. Na Câmara Legislativa a gente defendeu muito a transparência dos contratos. Falta segurança jurídica a estes contratos”, destacou Paula.
A candidata criticou a validade dos contratos e defendeu um modelo mais justo aos comerciantes. “Os contratos só valem seis meses. Os permissionários ficam na mão, porque ficam sem saber o que acontece a seguir. Eles não podem ficar vulneráveis”, ressaltou
“A rodoviária é o coração da cidade. Vamos defender que a rodoviária seja um espaço democrático, que tenha limpeza, segurança e que receba os brasilienses com qualidade”, afirmou.
Ela disse ainda que já solicitou, como deputada, uma auditoria do Tribunal de Contas (TCDF) para fazer uma revisão no contrato da PPP que administra a rodoviária. “Queremos segurança jurídica aos permissionários”, reforçou.
Paula ressaltou o impacto negativo dos estacionamentos ao redor da rodoviária terem se tornado pagos.
“Enquanto não tivermos qualidade no transporte público, não podemos cobrar dos usuários a utilização dos estacionamentos. A mobilidade precisa ser adequada. Nos países desenvolvidos, onde há uma mobilidade adequada, as pessoas praticamente não têm carro”, afirmou. “Temos um comércio muito importante aqui na região. As pessoas têm deixado de vir”, acrescentou.
Mobilidade
A candidata destacou também a necessidade de mais ônibus circulando no DF. “Hoje não temos ônibus na quantidade adequada. Outra questão que ainda não foi cobrada é a taxa de acostagem que cada ônibus desse vai começar a pagar. Isso está sujeito a um reflexo na passagem de ônibus. Temos que ter muito cuidado quando a gente trata da rodoviária para que essas coisas não impactem no trabalhador”, diss Paula.
