ELEIÇÕES 2026

'Vou cortar o número de secretarias pela metade', diz Arruda

Em sabatina na Jovem Pan, José Roberto Arruda (PSD) avisou que, caso eleito, vai diminuir o número de secretarias e de cargos comissionados, além de mudar toda a administração pública para o Centro Administrativo (antigo Centrad)

O candidato do PSD ao Governo do Distrito Federal (GDF), José Roberto Arruda, anunciou que, caso eleito, vai reduzir o número de secretarias pela metade. A declaração foi feita durante sabatina na Jovem Pan, na tarde desta segunda-feira (31//8), quando o candidato foi perguntado sobre medidas de ajuste fiscal. 

"É necessário e fundamental um duro ajuste fiscal. No meu (antigo) governo, não tinha nenhum prédio alugado, a estrutura ficava em um quartel da Polícia Militar em Taguatinga. Hoje, o governo gasta R$ 1 bilhão por ano só de aluguel. Vou acabar com os aluguéis e mudar o governo para o Centro Administrativo (antigo Centrad)", disse Arruda. "O governo atual tem 37 secretarias, no meu tinha apenas 18 e 12 mil cargos. Além de cortar o número de secretarias, vou cortar o número de cargos comissionados. Vou fazer o governo gastar menos do que arrecada para ter recursos para investimentos", acrescentou o candidato.

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Arruda citou o Governo de Goiás como exemplo de boa gestão orçamentária. "Brasília tem um orçamento de R$ 75 bilhões por ano para uma população de três milhões de habitantes. Goiás tem sete milhões de habitantes e o orçamento é de R$ 50 bilhões. É uma questão de gestão e experiência para saber organizar a máquina pública e isso eu tenho. Vou botar ordem na casa e, se Deus quiser, vamos ter todos os recursos necessários para fazer todos os investimentos que Brasília precisa", destacou o candidato.

Educação 

Sobre educação, o candidato lamentou a última colocação do DF no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e avisou que, caso eleito, vai trabalhar para reverter a colocação. "No meu governo, a educação pública era primeiro lugar no Ideb, a capital deveria ser modelo. Tinham 200 escolas de educação integral, as crianças chegavam 7h e saíam 17h, tinham cinco refeições. Hoje, restam apenas 30 escolas integrais. A gestão das escolas públicas precisa ser mudada. Hoje, tem mais professor temporário do que concursado. No dia da minha posse, tomarão posse comigo os 3.300 professores concursados. Professores de carreira e vocacionados mudam tudo. Vou voltar também com um laboratório de ciências em cada sala de aula", elencou Arruda.

Segurança pública

Para melhorar a segurança pública de Brasília, José Roberto Arruda anunciou que vai trabalhar para retirar as pessoas das ruas e melhorar a iluminação pública. "O centro de acolhimento desta população tem que ser distante dos centros urbanos. Além disso, vou melhorar o serviço de iluminação pública, de forma que a escuridão não favoreça o crime e a insegurança. Vou botar ordem na segurança pública", avisou. "Vou tirar as pessoas da situação de rua fazendo internação compulsória humanizada de dependentes químicos, enviando as pessoas de volta para os seus estados e fazendo o acolhimento, enviando para os albergues", completou.

Futuro do BRB

Perguntado sobre o futuro do Banco de Brasília (BRB), Arruda disse que vai realizar cortes e trabalhar para que o banco volte a ser saudável financeiramente. "Fecharemos as 19 agências fora de Brasília, acabaremos com patrocínios esdrúxulos e reduziremos o tamanho do banco. Vamos trazer o Fundo do Centro Oeste, o FCO, (R$ 15 bilhões por ano) para serem aplicados no BRB, assim como o Fundo do Nordeste é aplicado no Banco do Nordeste. Com isso, o banco tem condições de se alavancar", elencou o candidato. 

Fundo Constitucional

Sobre a defesa do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF), Arruda disse que vai apostar no diálogo com o governo federal para evitar tentativas de recálculo e consequentes prejuízos para Brasília. "Toda capital de todo país do mundo tem alguma contribuição do governo federal para manter não apenas a cidade como cidade, mas as suas responsabilidades como capital do país. Brasília também. Diálogo construtivo com o governo federal e com o Congresso Nacional para sensibilizar quanto à importância do FCDF. Quem quer que seja o presidente eleito, terei uma relação civilizada e construtiva em benefício de Brasília.


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