Entrevista | MÚCIO BOTELHO (PBD) | CADIDATO A DEPUTADO DISTRITAL

"Não sou candidato de uma pauta só", afirma Múcio Botelho

O candidato destacou suas ideias para um eventual mandato na Câmara Legislativa. Além disso, Múcio também comentou sobre seus projetos e a forma que enxerga a política da capital

 25.09.2026   CARLOS VIEIRA /CB  - MúcioMúcio, advogado, servidor público, músico e candidato a distrital, é o convidado do Podcast do Correio de hoje às 15h40.  -  (crédito:  CARLOS VIEIRA CB/DA PRESS)
25.09.2026 CARLOS VIEIRA /CB - MúcioMúcio, advogado, servidor público, músico e candidato a distrital, é o convidado do Podcast do Correio de hoje às 15h40. - (crédito: CARLOS VIEIRA CB/DA PRESS)

Em mais uma rodada do Podcast do Correio com os candidatos a deputado distrital, o programa da última sexta-feira (25/9) recebeu Múcio Botelho (PSB). Na entrevista, o advogado e músico destacou as propostas que pretende levar à Câmara Legislativa (CLDF), caso seja eleito. Aos jornalistas Mila Ferreira e Roberto Fonseca, ele comentou sobre a reta final da campanha antes das eleições, em 4 de outubro.

O que o motivou a se candidatar a deputado distrital?

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Eu já estive lá dentro, trabalhei com o João Campos, na Câmara Federal. Eu entrei de um modo diferente. Geralmente, quando um deputado é eleito, ele leva os amigos, pessoas indicadas e parceiros. O João fez uma espécie de concurso público para selecionar a equipe dele e eu fui um dos escolhidos. Quando eu entrei, vi um menino (João Campos), mais novo do que eu, fazendo a diferença. Eu parei e pensei: "Se lá dentro desse ninho de terror que é a Câmara dos Deputados conseguem fazer isso, porque a gente não consegue fazer a mesma coisa em Brasília?". 

Uma das características da Câmara Legislativa é que o deputado chega com a bagagem de uma categoria profissional. Se o Múcio entrar, ele vai chegar representando qual categoria?

Eu acho engraçado isso de ser o candidato de uma pauta. As pessoas falam que "se você não for o candidato de uma pauta, as pessoas não vão te identificar". Graças a Deus eu não fiz isso. Em 2022, na minha primeira candidatura, falavam que eu deveria ser o candidato da cultura. Nenhum grupo organizado da cultura me ajudou, meus votos foram conseguidos de maneira pulverizada pelo DF inteiro. Claro que eu tenho pautas que são do meu coração, mas me cobram como se eu estivesse gerindo a cidade inteira, e eu acho isso muito saudável. A minha vontade não é apresentar tantos projetos de lei, e sim acompanhar a execução das políticas públicas que são propostas.

Comente sobre o seu projeto Amplifica. O que ele propõe?

Foi um sonho que eu tive, que eu queria que tivessem tido essa ideia quando eu comecei na cultura. Falam que falta talento em Brasília, mas é mentira. Se a gente sacudir qualquer árvore, cai 15 artistas incríveis. O que falta é estrutura. O objetivo desse projeto é criar um ecossistema no qual a gente consiga incluir casas, artistas, técnicos e produtores. O Amplifica propõe dar formação técnica para quem está começando, inserir esses artistas e produtores no mercado de trabalho sem gastar milhões em emendas para fazer isso. Quando eu falo que defendo a cultura, as pessoas pensam que eu defendo somente o artista. Mas eu defendo toda essa cadeia produtiva, esses trabalhadores noturnos são invisíveis.

Se esse projeto continuar, muitos outros problemas surgem, como a segurança pública, transporte de madruga etc. Sobre o transporte, o que pensa em fazer?

Tanto o pessoal que curte, que trabalha e que contrata enfrenta esse problema do transporte público. Eu tenho um plano ideal, que é continuar desenvolvendo a malha rodoviária do plano do BNDES, mas isso levaria de 15 a 20 anos e precisaríamos de uma articulação imensa para fazer acontecer. Por outro lado, tenho um plano imediato que é a revisão dos contratos das empresas de ônibus. O Ministério Público, o Tribunal de Contas já estão apontando nesse sentido, mas o GDF insiste em fechar os olhos. O sistema do transporte funciona de forma radial, que não atende absolutamente ao interesse de ninguém, a não ser ao dos donos das empresas.

Assista à entrevista completa:

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postado em 26/09/2026 05:00
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