
A Câmara dos Deputados lançou, nesta quinta-feira (24/9), uma campanha com os grupos brasilienses de hip-hop Viela 17 e Atitude Feminina. A iniciativa busca chamar a atenção para a importância do voto consciente e da participação política.
Para a produção, Japão, do Viela 17, e Helen, do Atitude Feminina, interpretam uma letra produzida pela equipe de redes sociais da Câmara dos Deputados. Dançarinos do Project Sagaz, de Águas Lindas, também participam do clipe.
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A música reforça a necessidade de pesquisar sobre as propostas antes do voto e a importância de acompanhar e fiscalizar o trabalho dos candidatos depois das eleições. A iniciativa, que explora novos formatos de levar informação política ao público, sobretudo ao público mais jovem que está mais associado ao consumo do gênero musical, integra o trabalho das redes sociais da Câmara dos Deputados.
A rima começa com o rapper Japão, do Viela 17, que diz: “Não compra o discurso, não cai no refrão, eleição não é trend, é decisão”. Logo em seguida, Helen Silva, rapper e integrante do grupo Atitude Feminina, rima: “Fake News, corre, mentira dá views, cortaram o vídeo, confere o que não viu. Confere a fonte, investiga o perfil. Teu voto é um na urna, mas muda o Brasil”. No fim, a letra declara: “Democracia não termina depois de votar”.
A campanha da Câmara dos Deputados busca incentivar a população a refletir sobre a importância do voto consciente e da participação cidadã no processo democrático. Para o rapper Japão, integrar a iniciativa foi uma oportunidade de ampliar uma mensagem que já faz parte da trajetória do hip-hop. “A campanha tem um propósito muito claro: chamar atenção da população, principalmente dos jovens para a importância de saber em quem se está votando, de pesquisar a proposta, o histórico e o compromisso de cada candidato antes de decidir o voto”, afirmou.
Para Helen Silva, a campanha desenvolve um tema muito importante que é a escolha consciente para os representantes políticos do país. “A escolha dos nossos representantes é também sobre responsabilidade, consciência e sobre o tipo de sociedade que queremos construir. E isso tem tudo a ver com o rap”, destacou ela.
“O rap nasceu da necessidade de dar voz a realidades que, muitas vezes, não eram ouvidas e, ao longo da sua história, reafirma que é muito mais do que música, é expressão, resistência, informação e conscientização", defendeu a artista, destacando que o gênero está diretamente associado a um movimento de conscientização de pessoas que muitas vezes, além de invisibilizadas, acabam não tendo tanto acesso a informações políticas.
Segundo o artista do Viela 17, a participação ocorreu de forma natural justamente pela relação histórica do rap com temas sociais e políticos. Com quase quatro décadas de carreira, Japão destaca que o gênero sempre esteve ligado à conscientização e ao debate público. “Participar disso foi natural para mim, porque faz parte da história do rap sempre falar sobre cidadania, sobre consciência, sobre o papel que cada um tem dentro da sociedade”, ressaltou.
Japão explica que aceitou o convite por acreditar que artistas também têm responsabilidades para além do entretenimento. Embora reforce que cada cidadão tem suas próprias convicções políticas, ele considera importante utilizar a visibilidade conquistada ao longo da carreira para incentivar a participação informada da população. “Eu aceitei, porque entendo que tenho uma responsabilidade. Como cidadão, eu tenho minha posição política, do jeito que qualquer brasileiro tem. Isso é individual e faz parte da democracia”, disse.
Ainda, a rapper que faz parte de um dos maiores nomes do rap nacional e feminino, também destacou a importância de se posicionar enquanto artista “Levar uma mensagem necessária para toda a sociedade, utilizando uma linguagem que é parte da nossa cultura e da nossa história. No fim, não se trata apenas de votar e sim, de entender que cada escolha tem de ser consciente e que e que precisamos conhecer, pesquisar e refletir sobre quem estamos colocando no lugar de nos representar.” finaliza.
Cidades DF
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