Entrevista | BARTOLOMEU RODRIGUES (PSB) | CAnDIDATO A DEPUTADO DISTRITAL

Bartolomeu Rodrigues detalha propostas e preocupações com o futuro do DF

Ao Podcast do Correio, ex-secretário de Cultura falou das bandeiras que pretende levar à Câmara Legislativa, caso eleito

 30/09/2026. Crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press. Brasil.  Brasilia - DF. Podcast do Correio. Bartolomeu Rodrigues candidato a deputado distrital. Na Bancada Denise Rothemburg e Mila Ferreira. -  (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
30/09/2026. Crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press. Brasil. Brasilia - DF. Podcast do Correio. Bartolomeu Rodrigues candidato a deputado distrital. Na Bancada Denise Rothemburg e Mila Ferreira. - (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)

Candidato a deputado distrital pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), o jornalista Bartolomeu Rodrigues ocupou o cargo de secretário de Cultura do DF por mais de quatro anos e irá concorrer a uma cadeira na Câmara Legislativa. Em sabatina às jornalistas Mila Ferreira e Denise Rothenburg, no Podcast do Correio, demonstrou preocupação com o desemprego, a fome e o crime organizado. Confira, a seguir, os principais pontos da entrevista. 

Por que ser candidato a deputado distrital? O que te trouxe a essa candidatura?

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Tive uma experiência na vida pública que foi breve, mas foi intensa. Fiquei quatro anos como secretário de Cultura, depois fiquei numa assessoria especial, mas logo em seguida me desliguei, por outras razões. E resolvi entrar na política dessa forma. Poderia dizer que nossa Câmara Legislativa tem ficado muito aquém da expectativa da cidade. Até porque Brasília, hoje, deixou de ser uma mera cidade, não é aquela Brasília que nós conhecíamos há algumas décadas. Brasília se tornou uma cidade complexa. Todos nós nos acostumamos a dizer que Brasília é uma cidade planejada. Ela foi planejada do ponto de vista urbanístico. Mas não foi planejada para ter 3 milhões de habitantes. A população que tem hoje não estava prevista. Somos a terceira maior cidade do Brasil, com toda a complexidade que uma grande capital tem. O crime organizado está chegando, a violência está presente, a fome está presente, o desemprego, todos os problemas de uma grande metrópole. Tenho duas opções: ficar em casa assistindo, gozando da minha aposentadoria, ou participar da história enquanto tenho força para isso. Porque eu estou preocupado com o futuro.

Como foi sua saída do governo de Ibaneis Rocha?

Recebi o cargo de secretário de Cultura com muita honra. Acho que desempenhei à altura. Se cometi alguma falha, são coisas normais de uma gestão pública, que não é perfeita. Ficou muita coisa que eu gostaria de ter avançado e não pude. Estava disposto a colaborar com um governo que trabalha pela cidade, sem nenhum viés ideológico. A questão da minha relação com o governo foi nesse sentido. Até então, eu tinha uma relação muito próxima com o ex-governador. Acho que ele tinha boas intenções, mas se deixou levar, não sei por que, por uma onda que o tomou, e ele passou a não ouvir as pessoas. E a fazer, por exemplo, apologia à extrema direita. Eu até respeito a direita, mas não me venha com extremismo. Fazer apologia como se o Brasil tivesse sido atacado por comunistas e os comunistas tivessem feito vítimas neste país foi a gota d'água. Eu não cabia ali dentro, porque o meu pensamento sempre vai ser progressista e humanista, de respeito às pessoas.

Quais bandeiras pretende levar à CLDF, caso eleito?

Tenho várias preocupações. A primeira é que Brasília é como se um copo estivesse transbordando. Precisamos parar esse transbordamento e olhar para Brasília, onde tem gente passando fome. Como disse, se tornou uma cidade complexa demais. Se não cuidarmos de Brasília como um todo, vamos ter o crime organizado comandando setores.

O senhor é a favor da eleição direta para administrador no DF?

Sim, como disse, acredito sempre na democracia. Não tenho radicalismo em praticamente nada, apenas em algumas coisas. Sou radical, por exemplo, na defesa dos direitos individuais, na defesa da pessoa humana, na defesa da democracia. 

O senhor acha que a cultura precisa de um choque de gestão?

A economia criativa é uma das vocações naturais de Brasília, por isso a Secretaria se chamava Secretaria de Cultura e Economia Criativa. A economia criativa tem uma arrecadação significativa dentro do PIB de Brasília. Temos um dos instrumentos mais poderosos de fomento à cultura do Brasil, que é o FAC (Fundo de Apoio à Cultura). Mas o FAC precisa ser bem administrado.

Assista à entrevista completa:

 

 

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postado em 01/10/2026 05:00
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