
O governo de Celina Leão (PP) é aprovado por 51,9% dos eleitores do Distrito Federal. É o que aponta a sexta rodada da pesquisa Correio-Opinião Inteligência Política. Entre os consultados, 37,5% desaprovam; 9,6% não sabem avaliar e 0,9% não respondeu. O instituto foi a campo em 31 regiões administrativas, entre 16 e 19 de outubro, na reta final da disputa eleitoral que chega ao fim neste domingo com a votação do segundo turno.
Registrada na Justiça Eleitoral com o número DF-08851/2026, a pesquisa foi a campo entre 16 e 19 de outubro, com 1.006 entrevistas presenciais em 31 regiões administrativas. Esta é a sexta rodada nas eleições de 2026. A margem de erro é de 3,3 pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
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Celina retoma o desempenho registrado no fim de julho na segunda rodada da pesquisa do Correio-Opinião Inteligência Política, quando alcançou os mesmos 51,9% de aprovação. Em 23 de setembro, 43,2% dos entrevistados aprovavam a administração, enquanto outros 43,2% desaprovavam. No levantamento anterior, divulgado a quatro dias das eleições, os índices eram de 46,2% de aprovação, e 40% de desaprovação.
Nesta rodada, ao responder à avaliação sobre a gestão do Distrito Federal, 35,5% consideram razoável, 21,5% apontam como boa e 8,3% como ótima. Para 10,2%, a administração de Celina é ruim. Outros 18,2% consideram péssima. A governadora, que assumiu o mandato no fim de março, enfrentou crises na saúde pública e especialmente no Banco de Brasília (BRB).
Na avaliação de especialistas em ciência política, Celina conseguiu, nos últimos seis meses, surfar nas boas realizações do governo Ibaneis Rocha (MDB), de quem foi vice, e se desviar das operações fraudulentas que envolveram o BRB. Assim, chega ao segundo turno com grande chance de se reeleger.
Desafio
Ouvido logo após a sabatina do Correio, no último dia 14, o cientista político e professor do Ibmec Brasília, Leandro Gabiati, avaliou o desempenho de Celina Leão ao longo da campanha. Ela “teve o desafio de se equilibrar entre defender os resultados da administração anterior, da qual fez parte, e, ao mesmo tempo, apresentar mudanças para enfrentar problemas que persistem”, ressaltou.
Gabiati acrescentou que a experiência da governadora na administração pública representou um ponto forte para a campanha. “Ela tem uma vantagem objetiva, que é estar no governo atual e conhecer diretamente a agenda política do DF, a estrutura administrativa, projetos em andamento e as limitações orçamentárias”, afirmou.
O primeiro gesto para se descolar dos problemas do governo Ibaneis ocorreu ainda na transmissão de cargos, quando, em seu discurso, deixou claro que não tinha compromissos com os erros da direção anterior do BRB e que, a partir dali, faria a sua própria gestão.
A desistência de Ibaneis de se candidatar ao Senado também ajudou Celina que não precisou dividir o palanque com o ex-governador, desgastado pelas crises do BRB, e tampouco negar apoio ao ex-aliado, o que poderia desagradar o eleitor fiel do ex-governador.
Colaborou Carlos Silva
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É o nº de rodadas realizadas pela pesquisa Correio—Opinião Inteligência Política desde junho de 2026
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